Moradores do Jardim São Francisco reclamam de lixo, animais e asfalto


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Cavalo solto pelas ruas do Jardim São Francisco é apenas um dos problemas do bairro
Cavalo solto pelas ruas do Jardim São Francisco é apenas um dos problemas do bairro
Um bairro repleto de lixo, com vacas e cavalos soltos nas ruas e sem demarcação de trânsito.. A descrição pode parecer a de um local ermo, mas, na verdade, trata-se da situação atual do Jardim São Francisco. “A sensação que tenho é de completo abandono. Além de ratos e escorpiões invadindo nossas casas por conta da sujeira e do lixo jogado nas ruas, há animais de grande porte soltos pelo bairro. Os cavalos são criados nas ruas por donos que alegam não ter onde colocá-los. Tem vacas andando entre carros, pedestres e quando os vizinhos reclamam, os donos dizem que elas escaparam. Esta situação é comum, mas ninguém faz nada”, reclamou Luiz Silva, morador do bairro. Ele ficou tão indignado com a situação, que gravou um vídeo mostrando as vacas andando tranquilamente pelas e postou no Facebook, para chamar atenção para o caso. 
 
Outro morador, proprietário de uma padaria, Francisco Costa também tem queixas a respeito da sujeira. “Pago cerca de R$ 50 todo mês para limparem e capinarem o canteiro que fica em frente à minha padaria por causa do lixo. De vez em quando, os responsáveis fazem a limpeza, mas a própria população não cuida. Alguma coisa precisa ser feita com os animais também. Semanas atrás, ocorreu um acidente envolvendo um cavalo e uma moto. O rapaz se machucou e nada foi feito”, disse o comerciante, que mora no Jardim São Francisco há doze anos.
 
Respostas
A falta de faixas no asfalto também geram queixas dos moradores do bairro. Segundo Sérgio Buranelli,secretário municipal de Segurança e Cidadania, um levantamento das condições dos asfaltos das ruas da cidade está sendo feito para que os locais mais danificados sejam consertados. “Estamos registrando a situação da cidade, e o Jardim São Francisco será inserido para que possamos refazer a sinalização”, disse o secretário.
 
Através de uma empresa terceirizada, a Vigilância Sanitária recolhe animais no município. Os bichos são encaminhados para o canil, onde ficam por cinco dias, prazo para que o dono faça a retirada mediante o pagamento da diária, de acordo com a permanência do animal no local. A taxa é de R$ 30. Caso não busque, o animal é encaminhado para leilão. 
 
“Nosso serviço funciona 24 horas por dia através dos telefones (16) 99997-7210 e (16) 99281-9572. A população deve nos acionar”, disse José Conrado Netto, diretor da Vigilância Sanitária. 
 
O problema do lixo segue sem uma resposta. Procurado pela reportagem do Comércio, o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, foi contatado por e-mail via assessoria de imprensa da Prefeitura e por telefone, e disse que responderia à solicitação. Até o fechamento desta edição não havia retornado. 

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