Novos costumes


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O tratamento dado pelas novas gerações a professores e pais sofreu, com o passar do tempo, sensível diferença em relação ao que lhes dispensavam crianças e adolescentes de algumas décadas atrás. 
 
Lembro-me bem quando eu cursava o primário no Grupo Escolar ‘Melo Viana’, em Cássia (MG), todos os alunos, espontaneamente, levantavam-se de suas carteiras para saudar a professora quando ela adentrava o recinto reservado à aula.
 
Tínhamos enorme respeito e admiração por nossos mestres. O tratamento, além de respeitoso, era cordial. O aluno considerado ‘levado’ naquele tempo, era aquele que gostava de conversar com o colega durante a exposição do professor. Porém, esse não praticavam, ou, todos nós, não praticávamos atitudes desrespeitosas com os educadores.
 
Hoje, infelizmente, ocorrências de agressões verbais, físicas e até ameaças de morte a professores são, quotidianamente, registradas pela imprensa. 
 
Já com os pais, no passado éramos acostumados a tratá-los com respeito, apreço e admiração. Até hoje, em minha família, temos o hábito de pedir a bênção deles, muito embora meu irmão, que é médico, já tenha 61 anos, eu 55, e minha irmã 44.
 
Era inimaginável um filho agredir os pais. Hoje a sociedade tem de conviver com constantes episódios de agressões verbais e físicas. Até casos de assassinatos dos pais por motivos torpes são registrados, como o ocorrido no seio da família Von Richthofen que, embora não tenha sido o único, foi o mais emblemático e noticiado na mídia.
 
Com essa realidade, temos que indagar: será que a forma liberal de criar filhos, hoje, é a melhor? Será que os métodos educacionais deste século XXI são os mais adequados? 
 
É evidente que ninguém defende o espancamento de filhos, mas há que se ter um certo rigor na criação, impor limites . Como diz a sabedoria popular: ‘é de pequeno que se torce o pepino’.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
 

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