Um dia após cinco homens armados com fuzis invadirem a sede do GCN e explodirem o caixa eletrônico instalado no local, as polícias Civil e Militar de Franca começaram uma “caça” aos bandidos. Nas primeiras horas da manhã de ontem, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) iniciaram as buscas por pistas que ajudem a traçar uma linha de investigação e culminem na descoberta da quadrilha.
Segundo o delegado Márcio Murari, os investigadores estão nas ruas, mas ainda é cedo para fazer qualquer revelação sobre o caso. “Tudo é muito recente. Porém, estamos próximos de chegar a um suspeito”, disse. Ainda durante toda a quarta-feira, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, sobrevoou vários bairros da cidade em apoio a abordagens que pudessem auxiliar na descoberta da identidade dos envolvidos. Imagens das câmeras de segurança do GCN, registradas na noite da ação e em dias anteriores, também foram requisitadas para ajudar na elucidação do crime.
O ataque
Na madrugada de terça-feira, 21, cinco bandidos encapuzados chegaram até o prédio do GCN, na avenida Eliza Verzola Gosuen, em um Honda Civic, por volta da 1 hora. Com o auxílio de marretas, eles destruíram a porta de blindex principal e tiveram acesso ao espaço do balcão de anúncios, onde ficava o caixa eletrônico.
Ao mesmo tempo, um deles ficou do lado de fora de posse de um fuzil e, da calçada, ameaçou o porteiro que estava na guarita. A ação durou poucos minutos, mas o suficiente para armar as dinamites, explodir o caixa eletrônico do Banco do Brasil e deixar um rastro de destruição pelo local.
A área onde funcionava o balcão de Classificados e estava instalado o caixa eletrônico ficou coberta por cacos de vidro, pedaços de gesso do teto, armações do equipamento explodido, além de móveis, materiais e computadores que foram danificados com a força das bombas.
“O impacto foi muito forte. Tivemos mais de dez computadores destruídos e até salas que não têm conexão direta com o espaço acabaram sofrendo algum prejuízo”, disse o jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN.
Um especialista da área de segurança, acostumado a lidar com ocorrências como esta, disse que nunca viu uma explosão com a magnitude da que ocorreu no GCN. “Estragos deste tamanho são poucos usuais.”
O caixa
O Banco do Brasil, em nota, informou apenas que o “caso está sendo investigado pelas autoridades competentes e a instituição não divulga mais informações para não prejudicar o andamento das investigações”. Segundo a Polícia Civil, foram recuperados R$ 67 mil, que ficaram espalhados pelo chão do prédio após a explosão. O montante foi devolvido ontem a um representante do banco. O valor levado pelos bandidos não foi informado pelo banco.
“Ainda não estamos avaliando se voltaremos com o caixa eletrônico ou não. A prioridade agora, após verificar que não houve feridos, é fazer as operações voltarem ao normal - e isso conseguimos com o trabalho da equipe no feriado -, realizar os procedimentos burocráticos com o seguro e dar início às obras de reconstrução do balcão”, disse Júnior, que acrescentou sobre o trabalho executado pelas polícias: “O nosso desejo é que em breve essa quadrilha seja desarticulada e presa”.
O caixa eletrônico do Banco do Brasil funcionava no local há oito anos para atendimento dos funcionários do GCN e da população.
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