Sapateiro é assassinado e abandonado em cafezal


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Policiais recolhem roupa na área onde cadáver em decomposição foi encontrado ontem
Policiais recolhem roupa na área onde cadáver em decomposição foi encontrado ontem
Jurandir Antônio da Silva, 54, foi encontrado morto no início da manhã de ontem. O corpo, já em decomposição, foi localizada por trabalhadores rurais em um cafezal às margens da rodovia Nelson Nogueira, entre Franca e Ribeirão Corrente. Morador do conjunto de apartamentos residenciais da Vila Gosuen e funcionário de uma fábrica de calçados da cidade, Silva estava envolto por lençóis e tinha pés e mãos amarrados. A vítima possuía um corte na cabeça, indicando que teria sido morto, possivelmente, com uma paulada. O Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) ainda não tem pistas que possam esclarecer os motivos do crime e seus possíveis autores.
 
O crime foi descoberto quando um grupo de lavradores chegou a um sítio localizado no km 4 da rodovia Nelson Nogueira para proceder limpeza em uma plantação de café. Pouco antes das 7 horas, um dos trabalhadores avistou o que parecia ser um corpo embrulhado em lençóis. O cheiro era forte. Ele se aproximou e avistou o morto. A Polícia Militar foi comunicada e o local preservado até a chegada da equipe de perícia.
 
A vítima, até então desconhecida, do sexo masculino, negra, de aproximadamente 1,75m de altura, estava com as mãos amarradas para trás, assim como os pés. Ela não portava documentos e trajava uma camiseta polo com listras verde e azul, além de bermuda jeans. Um molho de chaves foi localizado ao lado do corpo, deixado no local envolto em lençóis. Em razão do avançado estado de decomposição, não foi possível aos peritos, no local do encontro, determinar se ela teria alguma perfuração. O único sinal visível de violência estava na cabeça, que teria sido golpeada, possivelmente, com um pedaço de madeira. O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico Legal).
 
Irmã reconhece
Cinco horas se passaram entre a localização do cadáver e sua identificação. Uma dona de casa de 59 anos, por volta do meio dia, compareceu ao 5º Distrito Policial para registrar o desaparecimento do irmão Jurandir Antônio da Silva. A mulher disse que ele teria sido visto por vizinhos, pela última vez, no sábado, dia 18, sendo colocado no interior de um veículo. Os policiais do DP exibiram o molho de chaves encontrado ao lado do corpo horas antes. A dona de casa o reconheceu como sendo do irmão. Convidada, ela aceitou comparecer no IML, onde realizou o reconhecimento oficial do cadáver.
 
“As informações são de que ele teria sido sequestrado”, disse o investigador Paulo Rodrigues, da DIG. Ao lado do colega Luciano Tavares, sob comando do delegado Márcio Garcia Murari, Rodrigues ouviu a irmã do sapateiro. “Ela conversou com vizinhos do irmão e estes teriam dito que viram quando ele foi colocado a força no interior de um veículo na tarde de sábado. Ainda não conseguimos localizar uma pessoa que possa confirmar esta informação”, lembrou Rodrigues.
 
O corpo da vítima, após o reconhecimento, foi encaminhado ao Cemitério Municipal Santo Agostinho e sepultado.
 

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