Pedro Álvares Cabral nasceu em Belmonte, em 1468, filho do prefeito daquela localidade. Com cerca de 10 anos foi para Lisboa, onde moravam o rei e a nobreza, e se dedicou desde muito cedo aos estudos sobre navegação.
Quando tinha trinta anos, entusiasmou-se com o feito de um navegador famoso, Vasco da Gama, que havia chegado à India pelo Ocidente, caminho novo no mar. Com o regresso de Gama, Cabral foi convidado pelo rei dom Manuel, o Venturoso, para comandar uma frota de treze navios que deveriam repetir o trajeto de Vasco até à Índia. Os portugueses buscavam no longínquo país mercadorias que não possuíam e principalmente especiarias usadas como conservavantes: cravo, canela, cominho, pimenta e outras. Como não havia refrigeração, os alimentos, principalmente as carnes, precisavam delas para, junto ao sal, manterem-se com bom gosto ao paladar.
Cabral partiu então de Lisboa em 1500 com destino à Índia. Seguiu a rota indicada por Vasco da Gama, mas ao passar por Cabo Verde, na costa africana, desviou-se muito para sudoeste, atingindo, no dia 22 de abril, a costa brasileira, mais precisamente ao que é hoje Porto Seguro, Bahia. Alguns historiadores contam que a descoberta do Brasil foi acidental, pois Cabral teria se desorientado diante de fortes calmarias que impediam os navios de avançarem rumo ao seu destino. Outros garantem que Portugal sabia da existência de terras a explorar no Ocidente e possuía mapas indicando este fato; explicam até que o português Duarte Pacheco já teria chegado às costas de nosso país dois anos antes, em 1498.
Depois de dar nome de Monte Pascoal ao primeiro pedaço de terra avistado, fazer contato com os índios e rezar uma missa, Cabral mandou um navio de volta a Portugal com a notícia da nova descoberta, relatada numa carta escrita por Pero Vaz Caminha. E seguiu para a Índia, chegando a Calecute cinco meses depois, em setembro. Várias caravelas se perderam, outras naufragaram perto do Cabo da Boa Esperança, no sul da África. Depois de cumprir a sua missão no Oriente, Pedro Álvares Cabral regressou a Portugal em 1501. Fixou-se na cidade de Santarém, onde veio a falecer em 1520.
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