Quebrando paradigmas


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Ter boa educação é sinônimo de gasto elevado? Em parte, é possível. Alcançar educação exige tempo e dinheiro, mas, por força da internet esse paradigma começa a ser quebrado pelo EAD (Educação à Distância) a custos bem acessíveis. 
 
As universidades, considerando os novos alunos que já nasceram plugados, estão casando redução de custos e aumento de lucros ao inserirem, em suas grades curriculares, matérias/cursos online. Permite que qualquer pessoa com interesse expanda seu grau de conhecimento e cultura. 
 
Educação à distância tem pontos positivos e negativos. É negativa a autonomia de estudo do aluno. Também o sistema de transmissão das aulas. Se o estudante não tem disciplina e forte determinação, não estudará como se deve e não fará o curso a contento. 
 
As aulas, geralmente gravadas, não consideram o indivíduo, mas a grande ‘classe virtual’. Além disso, o aluno passa a ter mais contato com o ‘virtual’ do que com o ‘real’. 
 
Ponto positivo? Educação à distância permite disseminação e obtenção de conhecimento em qualquer tempo e lugar, sem que o aluno se desloque de seu local de trabalho ou de moradia.  
 
Pretende cursar Harvard? Queensland? Princeton? Berkeley? Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT? Acha que é só sonho? Não é. Você pode. Eu iniciei um curso de Harvard. Estou na terceira semana do curso ‘Jury: Deliberations for Social Change’. 
 
É fantástico estudar com os professores daquela escola referencial e ter colegas do mundo inteiro. São apresentados cases e, das atividades, constam instruções, vídeos, textos. 
 
Os alunos deliberam em tempo real pela internet. Nessa última semana deliberamos se Edward Snowden é herói ou traidor. 
 
Há argumentos fortes de ambos os lados e a discussão prosperou entre os colegas virtuais. 
 
Falta apenas o convívio pessoal tão indispensável ao ser humano. Falamo-nos virtualmente, mas ainda somos reais, seres de carne e osso, dotados de sentimentos. 
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
 

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