Donos de casas, ranchos, terrenos, guarda-barcos, clubes, indústrias e pontos comerciais em Rifaina que forem surpreendidos em situações que favoreçam a criação do mosquito da dengue podem ser multados. Já está em vigor na cidade lei municipal aprovada por unanimidade pela Câmara de vereadores que autoriza a Prefeitura autuar as pessoas que forem negligentes na prevenção da doença. A multa é de R$ 127,50, devendo ser aplicada em dobro em caso de reincidência.
A autuação integra um conjunto de ações que a cidade balneária está desenvolvendo para conter o avanço da dengue. Após um começo de ano tranquilo, quando não foi registrado nenhum caso no primeiro semestre, Rifaina somou 42 ocorrências de dengue entre setembro e dezembro de 2014.
Apenas nos três primeiros meses deste ano, o número de infectados já havia chegado a 112. O crescimento dos casos de dengue está ligado a fatores de risco, como o grande número de guarda-barcos, borracharias, ranchos e casas de veraneio com piscinas e que ficam fechadas a maior parte do tempo; o abandono do Clube Wet World e o hábito das pessoas de guardarem água de maneira incorreta, intensificado com a crise hídrica.
Na tentativa de conter o avanço do mosquito transmissor, a Prefeitura tem realizado arrastões de limpeza, nebulizações, usado garrafas pets para liberar cloro em piscinas abandonadas, orientado turistas, feito campanha nas residências e palestras nas escolas. Casas que recebem as visitas dos agentes de controle de vetores são cadastradas e certificadas.
A medida mais extrema entrou em vigor neste mês, o prefeito Abrão Bisco Filho sancionou a lei de sua autoria que institui multa às pessoas que mantiverem criadouros do mosquito. Quem for surpreendido pelos fiscais terá 48 horas de prazo para promover a limpeza. Se a providência não for tomada, o município está autorizado a aplicar a multa. “Por enquanto, estamos realizando um trabalho de orientação e conscientização para prevenir o surgimento de novos casos. Não queremos arrecadar nada com as multas e, sim, educar. A autuação só será feita nos casos graves de negligência”, disse o secretário de Saúde, Antônio Carlos Marcelino dos Santos.
Ele afirma que as ações práticas desenvolvidas pela Prefeitura e o trabalho de conscientização da população sobre a necessidade de todos se unirem no combate aos criadouros do mosquito transmissor fizeram com que a cidade conseguisse controlar a proliferação da doença neste mês. “Estamos colhendo os frutos das ações preventivas e não registramos nenhum caso em abril. Levamos uma surra grande, mas aprendemos. A dengue tem que ser combatida todos os dias”, finalizou.
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