Engenheiro morto em ataque no MS é enterrado em Batatais


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Paulo César de Oliveira morreu após ser espancado no MS
Paulo César de Oliveira morreu após ser espancado no MS
“Uma pessoa alegre, que contagiava a todos com o seu sorriso extravagante e que nos lugares em que chegava era sempre uma festa”. 
 
Com esta frase, Cristina Flávia Oliveira descreve o perfil de seu irmão, o engenheiro elétrico Paulo César de Oliveira, morto por espancamento no último sábado (18) em um hotel do bairro Amambaí, em Campo Grande (MS). Nascido em Patrocínio Paulista, ele morou em Batatais nos últimos 30 anos, onde foi enterrado às 14 horas de ontem no cemitério da Saudade.
 
A família, segundo Cristina, busca explicações para o que aconteceu. O engenheiro foi espancado até a morte por um lutador de jiu-jitsu de 27 anos, com cerca de 140 quilos e quase 2 metros de altura, com quem não tinha nenhuma relação. Segundo a polícia do Mato Grosso do Sul, o suspeito estava hospedado no hotel onde ocorreu o crime para participar de um torneio de luta. No boletim de ocorrência consta que, no sábado, o lutador brigou com sua namorada, que fugiu e conseguiu se esconder. O agressor, então, saiu à procura da parceira e danificou vários objetos. Descontrolado, ele teria invadido o quarto de Paulo e o agredido, sem nenhum motivo aparente, deixando-o desacordado. A polícia foi acionada, teve dificuldades para conter o lutador em uma rua próxima ao hotel e o prendeu em flagrante. O engenheiro morreu no local.
 
Paulo havia feito check-in no hotel apenas duas horas antes do crime. Na cidade, ele faria visitas técnicas a usinas hidroelétricas a serviço da empresa que trabalhava, de São Paulo.
 
O patrocinense completaria 50 anos no domingo, 20. Ele era de uma família numerosa - seus pais tiveram dez filhos - e deixa mulher, uma filha de 18 anos e um filho de 23.
 
 

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