Serão enterrados nesta segunda-feira, 20, em São Paulo, os corpos das vítimas da chacina que aconteceu na sede da Pavilhão Nove, torcida organizada do Corinthians, na noite do último sábado, 18. Até o fim deste domingo, 19, nenhum suspeito foi identificado ou preso pela polícia.
O caso segue nas mãos do DHPP ( Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que descarta a possibilidade de relação entre os assassinatos e briga entre torcidas. Segundo informações da polícia, metade dos mortos já foram detidos por crimes de roubo ou tráfico de drogas.
A hipótese de haver relação entre torcidas organizadas e tráfico de drogas ganha força pois já existe investigações da polícia neste sentido. Acredita-se que facções atuantes em presídios usam as torcidas como forma de agir fora da prisão. Existe também a possibilidade de a chacina ser relacionada a dois homicídios acontecidos em Osasco (SP) no mês passado.
Os crimes aconteceram no fim de sábado, quando três homens invadiram a sede da Pavilhão Nove no fim de uma confraternização promovida pela organizada. Algumas pessoas conseguiram escapar, mas as oito vítimas foram rendidas e atingidas por tiros de pistolas 9mm. Sete morreram na hora, mas Mydras Schmidt Rizzo, 38, conseguiu escapar e, mesmo ferido, pediu ajuda em um posto de combustíveis. Ele morreu minutos depois no Hospital das Clínicas de São Paulo.
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