PMs evitam tragédia em escola ao prender carpinteiro armado


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Revólver e facas estavam de posse de homem que, segundo acredita PMs, poderia cometer homicídio
Revólver e facas estavam de posse de homem que, segundo acredita PMs, poderia cometer homicídio
A discussão entre uma dona de casa, de 46 anos, residente no Jardim Paulistano II, e uma sapateira, de 20 anos, da Vila Santa Rita, quase acaba em tragédia na noite da última sexta-feira. Após a briga no interior de uma escola na zona Leste, a dona de casa ligou para o ex-marido, carpinteiro de 49 anos, do Paulistano. Ele invadiu o estabelecimento armado com um revólver e uma faca. Alertados pela direção da unidade, policiais militares chegaram antes que um possível homicídio ocorresse. O homem armado foi preso em flagrante, mas pagou fiança e responderá ao inquérito de porte ilegal de arma de fogo em liberdade.
 
Com base em informações obtidas junto à direção da escola, os PMs cabo Wellington e soldado Ricardo, da Ronda Escolar da 1ª Companhia da PM, tomaram conhecimento de uma discussão envolvendo duas alunas. O temor dos funcionários do estabelecimento, era de que ocorresse um “enfrentamento” ao final do período. Os PMs também foram comunicados que uma das envolvidas teria entrado no estabelecimento na companhia de uma pessoa que não faria parte do ambiente escolar.
 
O cabo Wellington conversava com a diretora, quando o soldado Ricardo avistou o suspeito deixando a escola rapidamente. Ele correu e os PMs da Ronda Escolar o seguiram. O desconhecido invadiu casas em construção e desapareceu. Apoio foi solicitado e, com a ajuda de populares, os policiais detiveram o carpinteiro de 49 anos chegando a pé na casa de uma irmão.
 
O trajeto que o suspeito percorreu foi refeito pelos PMs e um revólver calibre 38 com cinco munições intactas foi localizado em uma das construções junto com uma faca. A equipe que atendeu a ocorrência apurou que o carpinteiro chegou na escola em um veículo. Localizado, o carro passou por revista e outra faca e um coldre preto foram apreendidos. “O autuado assumiu prontamente ter ido à escola portando a arma e as facas”, disse o cabo Wellington. 
 
O carpinteiro acrescentou que tomou a atitude depois que a ex-mulher ligou e pediu ajuda por causa do desentendimento com uma outra aluna. Ele disse que as armas eram apenas para “assustar” a pessoa que “feriu a honra” da sua ex-companheira.
 
A polícia conseguiu falar com as duas alunas envolvidas na discussão. Elas foram qualificadas como testemunhas. O carpinteiro recebeu voz de prisão em frente à escola e foi conduzido ao Plantão Policial, onde o delegado Milessandro Mazola Moreti determinou a elaboração dos autos de prisão em flagrante delito por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, previsto no artigo 14 do Estatuto do Desarmamento.
 
O delegado arbitrou fiança de R$ 1,5 mil. O valor foi pago e inquérito será instaurado no 3º Distrito Policial. O revolver e as facas foram apreendidos.

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