O sonho do vereador Luiz Vergara de ver o PSB ocupando secretaria de peso e cargos no governo municipal em troca de apoio na Câmara não vai se concretizar. A alta cúpula do partido rechaça qualquer tipo de aliança com Alexandre Ferreira (PSDB) e promete estar na oposição durante a campanha eleitoral de 2016. Os socialistas querem ter candidato próprio nas eleições para prefeito e iniciaram namoro com o nome que escolheram para bater Alexandre: Sidnei Franco da Rocha.
O ex-deputado federal e principal expoente do PSB em Franca, Marco Aurélio Ubiali, é direto ao negar a possibilidade do partido negociar cargos com Alexandre como foi dito por Luiz Vergara. “Como vamos fazer parte do governo se teremos candidato próprio para disputar a sucessão municipal? Estamos conversando com o Sidnei e esperamos que ele seja o nosso candidato”.
A aproximação do PSB com o ex-prefeito é maior do que uma simples conversa. O relacionamento é sério. “Vários partidos me convidaram mas, oficialmente mesmo, só o PSB”, admitiu Sidnei Rocha.
O encontro para se discutir a eventual filiação aconteceu em São Paulo, no começo de março. Sidnei tratou do assunto diretamente com Márcio França, vice-governador e presidente estadual do PSB. Ubiali estava na sala. “Conversamos e o Márcio França me fez o convite. Achei interessante, agradeci, mas disse que ainda não tinha uma definição do que vou fazer politicamente”.
Pela primeira vez, Sidnei admitiu a possibilidade de enfrentar o afilhado político Alexandre de quem se distanciou. “O PSB me chamou. Se eu decidir que serei candidato, o convite me é agradável”.
Sidnei está desconfortável no PSDB. Rompido com Alexandre, ele ainda assistirá ao arquirrival Roberto Engler assumir o comando do partido em maio. Se tiver pretensões de disputar as eleições, vai ter que se filiar em nova legenda até o fim de setembro. O PPS e o PMDB, sua antiga casa, também já abriram as portas para recebê-lo.
Ciente da situação, o PSB corre para tentar bater o martelo e não sofrer o risco de perder o passe de Sidnei para os concorrentes. A intenção do partido era anunciá-lo ainda neste mês de abril, mas Sidnei pediu calma. “Vou deixar minha cabeça fluir com naturalidade. Estou em ‘ponto morto’. Não quero saber de pressão em cima de mim. Se ficarem me cobrando, eu estou fora e eles terão que arrumar outro candidato”.
Político experiente, Sidnei repetirá a estratégia que usou nas últimas eleições e só deverá anunciar seu futuro no encerramento do prazo para as trocas partidárias, que têm que acontecer um ano antes das eleições. Até lá, seguirá fazendo mistério. “Ainda não estou convicto se devo continuar na política. Se eu decidir que retorno, o convite é simpático e vou analisar”, finalizou. O simples fato de não negar a possibilidade de entrar na disputa, certamente, vai movimentar o cenário eleitoral da cidade.
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