Seja o nome de um amor ou de um filho, estrelinhas na nuca, borboletas nos pés ou um tigre colorido na coxa.
A escolha dos desenhos que serão tatuados abrange um universo bem variado. Há quem tatue costas, pernas, nuca, barriga ou braços - ou todos eles, rompendo paradigmas de idade, sexo e nível social. Em alguns casos é possível adivinhar algo sobre uma pessoa apenas observando os desenhos marcados em seu corpo, como estilo de música que curte, profissão, religião, ídolos, entre outras características. Nesta reportagem, o Comércio conta histórias de quem resolveu estampar desenhos no corpo e aborda também como é a arte de tatuar a pele.
Veja as imagens:
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RODRIGO (o tatuador)
Rodrigo Faleiros da Silva, 30, há oito anos ganha a vida tatuando. Em sua lista de clientes entram jovens, adultos e também “tiozões”. Rodrigo sempre gostou de desenhar e começou colorindo a pele das pessoas de maneira mais simples, utilizando um equipamento artesanal em sua casa. Depois de um tempo, acabou convidado para trabalhar no estúdio de um colega e teve a oportunidade de ir aprimorando suas técnicas e assim expandir sua clientela. Conquistou seu próprio estúdio há dois anos.
Rodrigo afirma que precisou vencer dificuldades, principalmente em relação às tatuagens, mas que hoje até enfrenta “resistências”, mas de maneira mais tranquila. Ele gosta sempre de frisar que “hoje o preconceito em relação às pessoas que têm tatuagens é bem menor, mas ainda existe”.
No Estúdio Rodrigo Faleiros, na Vila Santa Terezinha, o público a que atende é diversificado e os desenhos que tatua têm tamanhos e são “esculpidos” em partes do corpo variadas. Mas ele afirma que o estilo mais procurado é o maori, bem disseminado pelo ator hollywoodiano Dwayne Johnson em seu braço, peito e costas.
Experiente na área, Rodrigo alerta que é de extrema importância ter certeza da escolha do desenho, pois é definitivo. Os cuidados pós-tatuagem também são importantes. “Após o término é necessário ter cuidados como passar um antibiótico adequado por alguns dias sobre a tatuagem, manter o plástico filme - daqueles que encontramos em supermercados - na tatuagem e não tomar sol diretamente no local, para uma melhor cicatrização e conservação”, disse.
Se os clientes são mais velhos, a pele começa a ficar mais frágil, “por isso é necessário um cuidado maior para não ferir tanto, pois a recuperação é um pouco mais longa”.
Rodrigo estima que a faixa etária que mais atende é entre 25 e 35 anos, a maioria interessada em desenhos nos braços. A variação de preço das tatuagens depende do grau de dificuldade, tamanho e onde será feita.
Ele ressalta que gosta de conversar muito com seus clientes para decidir sem dúvidas o que será tatuado. “Alerto sempre que a retirada das tatuagens é mais dolorosa, cara e em alguns casos não retira-se por completo”.
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