Conquistar um emprego é tarefa árdua, mas certamente possível


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Sandra Richel esclarece caminhos que podem ser seguidos por quem deseja conquistar uma vaga no mercado de trabalho
Sandra Richel esclarece caminhos que podem ser seguidos por quem deseja conquistar uma vaga no mercado de trabalho
Está desempregado?
 
Respire. Mais do que nunca será preciso ter foco, preparo e uma boa estratégia profissional. Ficar desesperado e dando tiro para todos os lados não será a melhor alternativa
 
Hoje o mundo apresenta muitas realidades ocorrendo simultaneamente, pois, a cada momento há mudanças nos diversos setores do mercado e o micro e macroambiente das organizações sofrem alterações constantes. Com isso, o maior desafio dos profissionais é o de acompanhar as mudanças e desenvolverem-se junto da organização onde trabalham.
 
Observando o movimento da economia, parece que acabou a era daqueles empregos quase vitalícios, onde o profissional com habilidades, competências que se atualizava constantemente ficava feliz em uma empresa até se aposentar. Não entramos no mérito se isso era melhor ou pior. A regra agora é cada um cuidar de sua carreira.
 
Com estruturas enxutas as empresas e funcionários estão se reinventando. Para o trabalhador é preciso exercer novas tarefas e lutar para ganhar em competitividade buscando estar sempre atualizado.
 
Minarelli (1995) explica empregabilidade. Para ele, a empregabilidade tem por base a realização constante de autoavaliações, sendo que estes pilares precisam estar coesos e articulados, eles funcionam num grau de interdependência. De nada adianta ter adequação profissional, competência ou estar atualizado em sua profissão se não for idôneo, se não possuir relacionamentos, se a saúde estiver fraca ou se não dispuser de reservas financeiras. 
 
É verdadeiro entender-se então que atingir a empregabilidade é algo que vai além de ter competências e habilidades bem estabelecidas. É necessário seguir os seis pilares citados com rigor e assim será possível não apenas atingir a empregabilidade, mas mantê-la, o que parece mais complexo.
 
A corrida para a conquista de um emprego gera grande ansiedade que não se limita aqueles que estão iniciando na vida profissional. É sofrido para o jovem em busca do primeiro emprego e também para aquele profissional altamente experiente que perdeu o emprego. O jovem de 16 anos não é devidamente preparado em como se comportar nos contatos de emprego. Ele nunca participou do mundo empresarial e se depara com uma sala cheia de candidatos inseguros como ele, a espera de uma entrevista, visualiza uma área produtiva enorme, com muitos funcionários trabalhando, ou um escritório cheio de pessoas focadas em seus computadores, resolvendo problemas, tensas.
 
Assim a falta de preparo simples de como preencher um cadastro, como sentar-.se, e outros junta-se ao medo e ansiedade de não estar a altura do cargo, de não obter a chance do primeiro emprego 
 
O profissional  que já tem 15 ou 20 anos de experiência , com currículo impecável em termos de cursos de atualização e aperfeiçoamento, também quando consegue uma entrevista se depara com a sala cheia de candidatos no mesmo nível e dificuldade. Neste caso pode ser o currículo e o salário antigo a excluí-lo do processo seletivo.
 
Neste caso as empresas sempre têm a exlicação de que “ olha, você é o candidato  ideal para nossa vaga, mas  seu salário não cabe no nosso orçamento”. Não adianta o candidato explicar que aceita menor salário, que o importante é recomeçar, enfrentar o novo desafio.  Isto porque os selecionadores  normalmente deduzem que este profissional  não irá se fixar na empresa. Mas, algumas ações fazem a diferença entre conseguir ou não a tão necessária e sonhada vaga.
 
Para o aprendiz, aproveite a internet, alguém experiente da família, um profissional de RH para buscar informações de como se comportar, o que vestir, como responder ao entrevistador, a postura corporal ideal.
 
As perguntas que os jovens sempre tem são:  será que vou dar certo? Vou consegui r o emprego? Como serão meus companheiros de trabalho? E se eu errar na execução do trabalho? A capacidade de aprender o tempo todo , ser bom observador, buscar entender como as pessoas se relacionam fará toda a diferença .
 
Para o trabalhador experiente retornar ao mercado este terá que se reinventar. É preciso  ser um profissional polivalente, que faça a diferença,aquele antenado no que a empresa está precisando, que colabore com seu grupo de trabalho.O desempenho profissional será agora medido pela relevância da sua contribuição para os resultados da empresa. É preciso mais que  cumprir horário e tarefas da rotina diária. As empresas precisa de gente que aponte soluções para seus problemas. 
 
Troque o comportamento passivo para um empreendedor.Assuma a empresa como se fosse sua e logo será notada a sua lealdade.

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