Vezes sem conta, ouvimos pais reclamarem de dificuldades na educação dos filhos: ‘não sei mais o que fazer, os filhos não vêm com manual de instruções!’ Debitando o desacerto à conta do Criador, parecem ignorar que espíritos que lhes são familiares reencarnaram no seu lar para serem reeducados, como condição evolucional. Não são robôs, mas inteligências a serem orientadas.
Somos individualidades, cada um com uma somatória de experiências a nos fazer psiquicamente diferentes uns dos outros, submetidos, porém, a princípios morais uniformes justamente em razão da interdependência social que nos requer conduta harmônica, justificando-nos o qualificativo de civilização.
Se cada um de nós é um espírito com anterioridade, o que falta àqueles pais é a certeza de que, reencarnamos em família, ou por irresistível atração afetiva porque nos amamos, e, então, o lar é um paraíso.
Em casos opostos, reagrupamo-nos ante sérios desajustes a nos requererem reconciliação, muitas vezes assumindo papéis invertidos e desconfortáveis.
Cada geração apresenta um desafio diferente, porque diferentes são os recursos que se vão agregando em nome do progresso.
Contudo, a pai algum é dado o direito de alegar dificuldades para aplicação dos ensinamentos cristãos, corolários da moral. Daí resulta infundada a alegação de muitos pais segundo a qual criam todos os seus filhos da mesma maneira, empregando os mesmos métodos, mas alguns subvertem-lhes os preceitos.
O conceito de moral, a cujo império há de estar submissa toda sociedade, é absolutamente inalterável. Razão para que, no processo educativo, honestidade, honradez, dignidade, probidade, decoro, decência sejam objetos de preocupação constante de pais e professores.
Filhos moralmente criados são garantia de família feliz e, no lar ou na escola, infalível manual de instruções é o Evangelho de Jesus.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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