A combinação de dois fatores deve acarretar uma demora de pelo menos mais quatro anos na obra milionária do Sesc (Serviço Social do Comércio) em Franca. Os dois anos de diferença entre as previsões de entrega do prédio no início e na fase atual e o aumento da área construída causaram um aumento de R$ 50 milhões no custo, antes orçado em R$ 80 milhões. A expectativa é de que a construção, agora cotada em R$ 130 milhões, seja iniciada no segundo semestre de 2016 e finalizada em 2019.
De acordo com o coordenador da assessoria técnica de planejamento do Sesc, Sérgio Battistelli, a obra sofreu essas alterações em seu projeto por conta da demora na concretização da fase de elaboração do projeto executivo, que consiste em colocar todos os itens necessários em cada acomodação que será construída. Este projeto está sendo desenvolvido há cerca de oito meses e a esperança é de ser finalizado no ano que vem.
“De 22 mil, passamos para 33 mil metros quadrados e é um investimento na ordem de R$ 130 milhões. Devido à complexidade da obra, essa é a previsão. Estamos desenvolvendo todas as especificações que o projeto demanda, com os materiais e suportes necessários”, disse.
Em 2013, após o projeto arquitetônico ser escolhido, a data prevista para o término das obras era 2017. Segundo o edital publicado, o princípio da construção seria em 21 de outubro de 2015 e término, em 21 de abril de 2018. Mas, o próprio Battistelli acredita que poderá levar mais tempo. “O problema não é a construção, é a manutenção com qualidade”, disse o coordenador, repetindo a fala utilizada em 2013 para explicar o atraso no início da construção.
A expectativa de encerramento do projeto executivo, segundo o coordenador, é 2016. Em seguida, a obra será licitada e, assim que a construtora for selecionada, a obra terá início. Depois, serão mais três anos para a conclusão.
Trajetória e desfecho
O pedido para que uma unidade fosse construída em Franca foi feito em 1986, quando o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) chegou à cidade. O processo de implantação começou a ganhar viabilidade há uma década, após a doação de um terreno pela Prefeitura.
Depois, houve a seleção do projeto arquitetônico. Dois escritórios de São Paulo, Siaa e Apiacá, se uniram para desenvolver o desenho selecionado. Agora, só falta o projeto executivo ser, enfim, finalizado.
Localizado próximo ao Lanchão, o Sesc terá um prédio de três andares, teatro com 350 lugares e palco reversível ligado ao ginásio poliesportivo, com capacidade para 2 mil pessoas. Haverá, ainda, estacionamento com 250 vagas, elevador, piscinas semiolímpicas aquecidas, campo de grama sintética, biblioteca, área de convivência, loja, espaço para ginástica, restaurante, cafeteria e bar.
Para Battistelli, a espera valerá a pena. “Franca está dentro do prazo estipulado e terá uma das melhores unidades que já foram criadas”, ressaltou.
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