O Sindicato dos Servidores Públicos de Franca anexou ontem, ao processo do dissídio de greve, documentos para contestar as acusações da Prefeitura sobre o movimento ser ilegal e abusivo. No início desta semana, o Tribunal Regional do Trabalho negou liminar, pretendida pelo município, e deu prazo para os trabalhadores se manifestarem.
Uma das provas foi um boletim de ocorrência, que negava qualquer tipo de depredação por parte dos grevistas. Sobre a pichação alegada, o sindicato aponta que os autores foram classificados como desconhecidos pela polícia.
Sobre a manutenção obrigatória dos 30% de funcionamento nos serviços essenciais, foram apresentados listas de presença de servidores, que garantiram o atendimento mínimo.
Ontem, cerca de 200 servidores em greve protestaram contra o fim de eventos e programas musicais e culturais municipais. O Musicando, que reunia alunos das escolas municipais, e o Natal de Luz são alguns exemplos de iniciativas cortadas.
Uma banda tocou com violões, teclado e sanfona em frente ao Paço. “A gente quer se fazer ouvir por meio da música. Tudo que foi cortado nessa parte de educação musical era muito importante para a cidade e para as crianças”, disse o professor Philippe Zelnik, 54. Os grevistas também reafirmaram o caráter pacífico da manifestação.
“Eu trouxe meu filho e tem muita gente com criança, nosso movimento não tem bagunça. Assim, as crianças podem aprender o que é uma democracia”, disse Ana Lúcia Gimenes, 49.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Fernando Nascimento, marcou uma assembleia para hoje, às 10 horas. Na segunda e na terça, não haverá manifestação por conta do feriado de Tiradentes.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.