Com trânsito caótico, ponte da Vila Tião volta a ser alvo de reclamações


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Trânsito travado na rua Francisco Marques, sobre o pontilhão da rodovia Cândido Portinari
Trânsito travado na rua Francisco Marques, sobre o pontilhão da rodovia Cândido Portinari
O trânsito na Vila São Sebastião continua sendo alvo de reclamações dos motoristas e pedestres. Atravessar a ponte de acesso ao bairro exige muita paciência e atenção. A falta de planejamento e o crescimento de novos bairros na região são fatores que contribuíram para uma situação caótica. Segundo profissionais ligados à área de trânsito, para melhorar o fluxo na via, são necessários estudos detalhados e uma grande obra. Por enquanto, não há nenhuma proposta definida pelo departamento de trânsito municipal para alterações no local.
 
A demora para atravessar a ponte é uma das principais queixas dos motoristas. O comerciante Carlos Roberto Goulart, 46, tem um ponto de venda de veículos próximo a ela. Para atravessar a ponte e seguir para o Jardim Dermínio de carro, ele diz que chega a gastar meia hora.
 
“No horário de pico, que vai das quatro até por volta das seis da tarde, o trânsito para. Começam a buzinar, tem moto tentando cortar veículo. Direto, tem acidente porque um carro fecha a outro”, disse.
 
Durante o período da manhã também acontece congestionamento, de acordo com usuários das vias. “Para andar dois quarteirões, os motoristas gastam entre 20 e 30 minutos. Das 6 às 7h30, tem muita gente indo para as fábricas ou para escolas, o que aumenta muito o movimento”, disse o vendedor de uma padaria no bairro, Claudinei Humberto David, 44.
 
A reportagem esteve no local e constatou a lentidão do trânsito e também imprudências dos motoristas. Em um dos semáforos de uma alça da rodovia Cândido Portinari, uma média de sete carros conseguiam passar quando o semáforo abria. Para tentar fugir da espera, motos e bicicletas cortavam caminho pelo posto Franca-Araxá, localizado na rua Francisco Marques.
 
“A gente deixa o carro em casa e vem de bicicleta para tentar vir mais rápido, mas é muito perigoso. Passo aqui três vezes por dia para ir para o trabalho”, disse o serralheiro Edson Elias, 38.
 
Para os pedestres, também é difícil fazer a travessia entre as vias. Muitos carros passam em alta velocidade e avançam sobre as faixas de pedestres nos semáforos.
 
Sem planos
O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, admite que a região da Vila São Sebastião é problemática, mas ainda não tem soluções práticas para resolver ou, pelo menos, amenizar o problema. “Nosso governo está tentando verba federal ou estadual para conseguirmos fazer uma nova ponte entre o Guanabara e a Vila São Sebastião. Estão sendo feitos pedidos, mas hoje não temos nada para poder apresentar... Essa é uma preocupação nossa’, disse o secretário.
 
De acordo com Buranelli, como a possível obra passaria sobre uma rodovia, parte dos custos seria responsabilidade do governo estadual. Também seria preciso solicitar recursos federais pelo grande valor do projeto. “É uma situação para a qual, infelizmente, não houve planejamento há muito tempo. Agora temos que trabalhar para consertar.”
 
 

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