A Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) encerrou ontem, 16, a 7ª edição do Simcafé (Simpósio do Agronegócio Café da Alta Mogiana) com recorde de participação. Realizado no espaço Villa Ventura, em Franca, o evento recebeu 2,5 mil visitantes, entre produtores rurais e convidados, em dois dias para debater temas atuais do agronegócio e oferecer oportunidade de negócios em máquinas, equipamentos e implementos agrícolas voltados ao manejo da lavoura. Um dos destaque do espaço e que chamou a atenção dos participantes foi a venda dos produtos em troca de sacas de café que poderão ser entregues pelos cafeicultores no prazo de até três anos.
Para o diretor da Cocapec, Alberto Rocchetti Netto, o evento vem crescendo a cada ano e se fortalecendo no cenário regional quando o assunto é a cultura cafeeira. “A ideia nasceu em um dia de campo com o intuito de levar mais informação aos cooperados e dar a chance deles conversarem com os fornecedores. Começamos pequeno e fomos expandindo. Já estamos no quarto local e não descartamos futuras ampliações de área”. Nessa edição, o Simcafé reuniu mais de 60 expositores e realizou uma rodada de palestras que abordou as adversidades climáticas, o mercado de café, a empregabiilidade no meio rural e a mecanização da lavoura.
Em relação a nova modalidade de negócios implantada, Rocchetti disse que a iniciativa surgiu para motivar os cooperados a investir nas propriedades e, consequentemente obter melhores resultados com a cafeicultura. “É uma maneira de fomento e uma ferramenta a mais para aquisição de máquinas e equipamentos. Uma facilidade oferecida pela cooperativa”.
Ontem, 16, apenas com a prévia de negociações do primeiro dia, os números superavam o alcançado em dois dias de evento do ano passado. Em 2014, as vendas do Simcafé resultaram em 15 mil sacas de café.
Sócios de uma propriedade em Itirapuã, os cafeicultores João Francisco Souza e Sebastião Eurípedes Pimenta Pereira aproveitaram a condição especial e adquiriram dois equipamentos - um silo graneleiro e uma trincha - para a lavoura que pagarão através de 62 sacas de café. “As duas máquinas ficaram em R$ 30 mil e nós conseguimos negociar dessa forma. É bom porque não mexe com dinheiro e a gente tem o produto em estoque sem projeção”, disse Souza.
De acordo com o também produtor Erasio de Gracia Júnior, de Capetinga-MG, essa ferramenta de financiamento utilizada pela Cocapec é vantajosa pois não oferece risco e “trava” o valor da saca de café. “Estava esperando pelo evento e aproveitei para comprar um pulverizador costal em troca de quatro sacas que vou entregar na safra”. O cafeicultor ressaltou ainda que o simpósio ajudou a obter mais conhecimento que auxiliará na tomada de decisões já na próxima safra. “É uma feira especializada e que está virando referência. Muito válido aprender sobre mecanização e a hora de vender na véspera de começar uma colheita”. A colheita do café na região tem início em maio.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.