O delegado Dalmo Mateus Polo, titular do 4º Distrito Policial, revelou que no início do ano passado investigou uma “pirâmide financeira” comandada pelo mesmo empresário do Aeroporto III. Dezenas de pessoas que participavam do projeto foram ouvidas, mas todas, sem exceção, classificaram o suspeito como honesto e que nenhuma teria sido lesada. “Sem vítima, não há crime e naquela época ninguém depôs contra o suspeito”, disse o delegado.
O empresário chegou a prestar esclarecimentos. Na época, ele disse que a ‘Providência Tomada’ surgiu de um sonho. “Eu dormia, quando tive um chamado divino. Não faço para ganhar dinheiro, mas para ajudar as pessoas”, garantiu então o empresário.
O golpe começou, segundo a polícia, em julho de 2012. O empresário apresentou a várias pessoas seu projeto “divino”. Ele prometia devolver parte do investimento após um ano de aplicação e pensão vitalícia a partir do décimo ano. O interessado investiria de acordo com a quantidade de salários que desejava receber.
Eram 12 boletos a serem pagos, cada um nem 20% da quantidade de salários mínimos de opção. O primeiro grupo foi formado com 20 pessoas, o segundo 40, e assim, sucessivamente, até chegar a seis grupos. As chamadas “bonificações” (devolução de cinco dos 12 boletos pagos) foram realizadas para os primeiros grupos. No final do ano passado, sem ter mais para quem “vender” seu “plano”, o empresário deixou de devolver parte do investimento. Não demorou, ele desapareceu junto com o dinheiro dos “investidores”.
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