Em confusão, Vergara chama servidor de ‘vagabundo’


| Tempo de leitura: 2 min
Vídeo da Clube flagra Vergara discutindo com servidor
Vídeo da Clube flagra Vergara discutindo com servidor
Investigado pelo Conselho de Ética da Câmara e pelo próprio partido por ter dado um tapa na cara do marceneiro Hélio Vissoto, durante a sessão da Câmara, no último dia 3 de março, vereador Luiz Vergara (PSB) se envolveu em nova polêmica na sessão de ontem. Durante os protestos realizados na primeira parte da sessão, quando os grevistas simularam o “sepultamento” da Câmara, Vergara se irritou com a presença de crucifixos trazendo seu nome. Reclamou ao presidente da Câmara, dizendo que, daquela maneira, não era possível continuar os trabalhos. Os servidores, então, passaram a gritar palavras de ordem contra Vergara. Um deles, o professor Elvis, que segurava um dos crucifixos com o nome de Vergara, disse que o vereador o provocou. “Eu estava manifestando no meu direito e ele disse que iria me pegar lá fora. Não estou entendendo isto”, disse ele. Outro servidor, Dante de Carlos Júnior, também passou a bater boca com o vereador, à distância, e afirma ter sido ameaçado por Vergara. “Eu gritei para ele ser homem e renunciar. O Vergara fez gestos me chamando para a briga”, disse ele.
 
 
O momento da discussão foi gravado pela TV Clube/Band. O vídeo mostra o vereador se dirigindo de forma provocativa aos servidores. No jornal da emissora, na noite de ontem, o vídeo foi ao ar e foi legendado a partir do que é possível entender do movimento labial de Vergara. Segundo o jornal, o vereador disse: “Vem aqui, rapaz. Vagabundo”, enquanto fazia gestos com a mão, apontando para si mesmo. 
 
Vergara negou que tenha ameaçado os servidores e apresentou uma justificativa inusitada para a discussão que travaram. “Esse moço (professor Elvis) usou a tribuna da Câmara há duas semanas e disse que eu não estava preparado para cuidar da minha saúde, que eu não havia comprado um colchão dele que custa R$ 9 mil. Hoje (ontem), eu disse para ele: se o nosso problema for o colchão, vamos conversar. Agora, R$ 9 mil não é para mim ainda”. Não há nada nas imagens gravadas que confirme qualquer tipo de diálogo minimamente parecido com o que sustenta o vereador. 
 
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Pastor Otávio (PTB), criticou a postura do vereador. “Pelo que me parece, Vergara foi infeliz ao chamar o servidor para a rua. Ele não deveria agir desta maneira, uma vez que o Conselho pode entender que sua situação poderá ser agravar ainda mais, disse ele, se referindo à investigação em curso do Conselho, sobre o tapa desferido por Vergara contra um cidadão. A agressão durante a sessão em que foi lido um ofício comunicando que Vergara era o novo líder do prefeito Alexandre Ferreira. Vissoto, que estava no plenário, ficou inconformado com a atitude de Vergara, por considerá-la incoerente. Vergara iniciou o mandato na oposição e, naquele dia, se tornou o responsável por defender as ideias de Alexandre. O vereador e o marceneiro tiveram uma discussão rápida e Vergara encerrou a conversa desferindo um tapa na cara do cidadão. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários