3ª semana de greve dos servidores começa com café da manhã na rua


| Tempo de leitura: 3 min
Servidores armaram mesas com alimentos na rua Frederico Moura, ao lado da Prefeitura, e depois seguiram em caminhada pelo bairro
Servidores armaram mesas com alimentos na rua Frederico Moura, ao lado da Prefeitura, e depois seguiram em caminhada pelo bairro
Em greve desde o dia 30 de março, os servidores municipais se reuniram em um café da manhã na frente da Prefeitura, na manhã de ontem. O evento veio reforçar o movimento, que aguarda um parecer da Justiça e o julgamento da greve e do dissídio no Tribunal.
 
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais acredita que ainda hoje será emitido algum posicionamento da Justiça sobre a greve, envolvendo as reivindicações e negociação sobre os dias parados. O julgamento da paralisação ainda não tem data definida. “O movimento está muito bom. Depois da audiência de conciliação, em Campinas, os servidores viram que a Justiça está reconhecendo o nosso direito”, avaliou o presidente do sindicato, Luís Fernando Nascimento.
 
Nesta terça-feira termina o prazo para que a Prefeitura apresente documentos para sua defesa. O prazo era de cinco dias para que a Prefeitura completasse sua contestação. O pedido foi realizado pela administração municipal no dia da audiência de conciliação.
 
Cerca de 300 servidores participaram da ação de ontem que também envolveu uma caminhada nas proximidades da Prefeitura. Algumas pessoas protestavam pela primeira vez. “Resolvi vir hoje em respeito a outros colegas que pararam e porque vi que a greve está forte”, disso o ajudante de serviços gerais, Eurípedes Pereira, 49.
 
Já a professora Nilda de Sousa Silva compareceu desde o primeiro dia. Ela convidou pessoas do seu setor para se juntarem ao movimento. “Depois da audiência em Campinas, os servidores viram que a greve é legal, que a desembargadora falou bem da categoria e isso incentivou as pessoas a aderirem”, disse a educadora. Para hoje está programada outra manifestação em frente ao Paço, a partir das 8 horas. 
 
A paralisação continua atingindo os setores da Saúde e da Educação. De acordo com o presidente do sindicato dos servidores, funcionários de mais locais pararam nesta segunda, como os do NGA e da Escola Municipal “Olívia Costa”. No Posto de Saúde da rua Ouvidor Freire, a farmácia também não estava funcionando devido à paralisação dos funcionários. Outros setores da unidade atendiam de acordo com a presença de médicos.
 
Reivindicações
O presidente do sindicato disse que os três principais pontos a serem negociados são o abono escolar no valor de R$ 276, aumento real no salário de 7,32% e cartão alimentação. “Pedimos subsídio de 60% no plano de saúde do Sassom. A Prefeitura disse que não pode conceder, então uma proposta seria transferir esse aumento para o cartão alimentação”, disse Nascimento.
 
O sindicato mantém o pedido de R$ 400 para o benefício de alimentação. No último dia 9, a Prefeitura depositou o valor de R$ 260. Também já foi pago o salário reajustado em 7,68 %, que corresponde apenas à inflação.
 
Na audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) o mediador da Justiça do Trabalho propôs um reajuste do cartão de 4% para o segundo semestre, que resultaria num valor de R$ 270, 40. “Para a gente não é interessante esse valor e a Prefeitura não aceitou também”, disse Nascimento.
 
A reportagem entrou em contato com a administração municipal por meio da assessoria de imprensa e da secretaria de Recursos Humanos. Não houve nenhum retorno até o fechamento desta edição.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários