Um grupo de estudantes universitários de Franca realizou na noite do último domingo, 11, um trote na praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade, que chocou os moradores do entorno e terminou com duas jovens detidas por desacato. O caso aconteceu após o grupo participar de uma festa em uma chácara e se dirigir até o local para encerrar as comemorações, nadando na fonte da praça.
A algazarra ocorreu perto das 22 horas e só foi controlada após a chegada da Polícia Militar. Segundo os participantes declararam na ocasião, o banho na fonte faz parte de uma tradição dos estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Moradora em um prédio no quadrilátero da praça, a enfermeira aposentada Maria Aparecida Salles disse que os universitários chegaram em blocos e, em poucos minutos, estavam todos dentro da fonte. “Não sei dizer quantos jovens tinham, mas eram muitos. Eles bebiam nas garrafas e abraçavam as estátuas. Aquilo era baderna. Fiquei muito incomodada.”
Para a comerciante aposentada Ana Aparecida Alonso Monteiro, também moradora no prédio, o ato é um desrespeito com a população e com o bem público. “A praça é o cartão postal da cidade e o que aconteceu foi uma baderna horrorosa, uma nojeira.”
De acordo com um outro morador, que preferiu não se identificar, a confusão durou cerca de meia hora e necessitou da presença de cinco viaturas de polícia para ser controlada. Durante a abordagem, duas estudantes, uma de 21 e outra de 32 anos, discutiram com os policiais por serem contrárias à ação. No bate-boca, as unespianas disseram que “tinham o direito de ir e vir” e chamaram os policiais “de ridículos” e de “guardinhas da fonte, é isso que Franca merece”.
Diante dos insultos, as jovens que, segundo o registro na polícia, são naturais de Varginha (MG) e Piracicaba (SP), foram detidas por desacato e conduzidas até o Plantão Policial. Após serem ouvidas, as estudantes acabaram liberadas e se comprometeram a comparecer em juízo sempre que intimadas.
Responsável pela região central, o delegado do 1º Distrito Policial, Pedro Luiz Dallaqua, disse que abrirá inquérito e conduzirá o caso para a Justiça. “Essa não é a primeira vez que acontece e mostra um desrespeito com o patrimônio e com as autoridades policiais”.
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