Manifestantes anti-Dilma voltam ao Centro de Franca; 10 mil são esperados


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Em 15 de março, várias cidades organizaram movimentos semelhantes. Em Franca foram 6 mil pessoas
Em 15 de março, várias cidades organizaram movimentos semelhantes. Em Franca foram 6 mil pessoas
Perto de 10 mil pessoas estão sendo esperadas no Centro de Franca neste domingo, a partir das 10 horas, para o segundo protesto organizado contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na cidade. O movimento Franca Livre fará sua concentração inicial na praça Nossa Senhora da Conceição, de onde sairá para percorrer algumas ruas da região central.
 
No dia 15 de março, quando várias cidades brasileiras organizaram movimentos semelhantes simultaneamente, aproximadamente 6 mil manifestantes compareceram em Franca, segundo a organização do movimento.
 
Para este domingo, apesar de setores ligados ao Governo Federal apostarem em uma mobilização menor que aquela ocorrida um mês atrás, a expectativa dos organizadores é justamente a oposta. Até sábado, por volta das 12 horas, a página do grupo francano no Facebook indicava, no entanto, 2 mil inscritos. 
 
Segundo o professor universitário Marcelo Chehab, 40, um dos organizadores, a intenção é pedir a aplicação do rigor da lei em relação às denúncias de corrupção envolvendo lideranças do governo, políticos e empresários. “O que estamos pedindo é a saída da presidente, seja através da legislação, com sua cassação ou renúncia”, disse. “Não estamos falando em golpe ou em depor a presidente porque não vamos com a cara dela. O que queremos é que ela pague pelo o que está ocorrendo de errado.”
 
Assim como no evento passado, o leque de reivindicações é grande. Além da destituição de Dilma, Chehab ainda citou a necessidade de se verificar a indicação do ministro José Antônio Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicado para apreciar as denúncias de desvios na Petrobras, e da abertura das contas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).
 
O professor defendeu o direito de manifestação e da divergência de ideias, posicionando-se contrário a qualquer tipo de enfrentamento com opositores. Entretanto, afirmou ele, é difícil conter o ânimo de todos os participantes, mas acredita que os protestos sejam pacíficos.
 
Desta vez, a novidade fica por conta do convite feito à comunidade rural. Tanto que na divulgação do protesto, agricultores estão sendo chamados a participar com tratores pelas ruas. 
 
Chehab destacou mais uma vez a característica apartidária do manifesto, que não estaria atrelado a qualquer legenda política. “Somos um grupo de pessoas sem legenda por trás. Não estamos contra o PT, mas contra o que está acontecendo”, afirmou. “O que pedimos é que quem tiver filhos que participe para que possam entender desde cedo o que é cidadania”, acrescentou. “Somos trabalhadores que pagam impostos e não aguentamos mais ligar a TV e só ver denúncias de bilhões de reais desviados, milhões indo para o bolso de um ou de outro.”

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