Educação: nova unidade do Uni-Facef deverá custar R$ 6 milhões


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Reitor do Uni-Facef, Alfredo José Machado Neto, em um dos laboratórios do centro universitário
Reitor do Uni-Facef, Alfredo José Machado Neto, em um dos laboratórios do centro universitário
O Uni-Facef irá receber um novo prédio em 2016. O local, que ficará ao lado da unidade II da universidade, na avenida Ismael Alonso y Alonso, irá custar cerca de R$ 6 milhões aos cofres da instituição, dinheiro esse obtido integralmente com o pagamento de mensalidade pelos alunos. Os beneficiados com as novas instalações serão os estudantes das engenharias de produção e civil, além dos discentes de medicina, cujos cursos foram lançados em 2013, 2014 e 2015, respectivamente. 
 
Segundo o reitor da instituição, Alfredo José Machado Neto, a licitação para a construção do novo prédio deve ser lançada ainda este mês e a previsão é que as obras durem cerca de um ano. O espaço terá 4 andares e abrigará as salas de aula de ambas as modalidades de engenharia, além das salas e laboratórios de medicina. “Fizemos um projeto com consultórios médicos cujas paredes serão de vidro e permitirão que os professores observarem os estudantes, mas o contrário não é possível. A nossa unidade III também terá outros laboratórios para disciplinas como química e física”, disse Alfredo Neto.
 
A unidade III do Uni-Facef, que será erguida entre a unidade II e a concessionária Citroën, deverá acomodar cerca de mil alunos. A licitação deve ser aberta ainda neste mês. “Apesar de sermos municipais não recebemos dinheiro da Prefeitura, mas também não mandamos dinheiro para a Prefeitura. Todo o superávit que a gente tem, a gente reinveste na própria instituição. Mas essa é uma característica das municipais de forma geral, pois as prefeituras não têm obrigação legal de colocar recursos no ensino superior. Elas só têm obrigação de investir no ensino básico”, disse ele.
 
Medicina
Para a criação dos cursos de engenharias de produção e civil e de medicina, o Uni-Facef fez investimentos de cerca de R$ 2 milhões. A iniciativa de formar novos médicos foi a modalidade que exigiu mais recursos. “Hoje não se usa mais cadáveres. Adquirimos bonecos que emitem os sons de uma pessoa que está com taquicardia ou infecção no pulmão, por exemplo. Tivemos que comprar três bonecos, um homem, uma mulher e uma criança, e só esse investimento foi de R$ 980 mil”, disse o reitor, que ressaltou ainda que os investimentos em medicina podem abrir portas para a abertura de novos cursos na área da saúde. “Os laboratórios da medicina devem atender também a psicologia e abre caminhos para novos cursos como odontologia, enfermagem.”
 
A primeira turma do curso de medicina iniciou as aulas no mês passado. O primeiro vestibular registrou 2.164 inscritos, para 60 vagas, uma média de 36 candidatos por vaga.

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