Em 5 dias, chove em Franca 60% do esperado para abril


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Em Delfinópolis (MG), que enfrentou seca recorde em 2014 (foto), situação começa a melhorar
Em Delfinópolis (MG), que enfrentou seca recorde em 2014 (foto), situação começa a melhorar
Os primeiros dias de abril em Franca já foram responsáveis por acumular mais da metade do volume esperado para todo o mês. Segundo o instituto Somar Meteorologia, em cinco dias, a cidade atingiu 46,8 milímetros acumulados, o que representa 59% dos 79,5 milímetros da média histórica mensal.
 
Fevereiro e março foram dois meses em que as médias históricas foram ultrapassadas pelo acumulado de chuvas, com 344,2 e 199,1 milímetros, respectivamente, mas o mesmo não deve acontecer com abril. Apesar dos primeiros dias com significativo volume de chuvas, especialistas esperam um período com tempo mais firme para o resto do mês. 
 
“Por ser outono, uma estação de transição, podemos ainda ter chuvas fortes, como as dessa semana ou as que virão nos próximos dias. Essa frente fria aponta um volume de chuva representativo, mas isso não quer dizer que abril seja um mês chuvoso. O valor registrado nessa primeira semana parece impressionante, mas a média do mês já é mais baixa em relação a março”, disse a meteorologista Olívia Nunes, do Instituto Somar. 
 
Olívia avalia que a estação das chuvas de 2015 não tenha acumulado um volume de precipitação suficiente para compensar a estiagem prolongada do ano passado. “Tivemos neste ano um mês de janeiro atípico, semelhante ao de 2014, no qual se choveu menos que o esperado. Um ou dois eventos de frente fria não revertem o déficit hídrico da região”, disse ela. No primeiro mês deste ano choveu 27% a menos que o esperado.
 
Esperança
As chuvas do início deste ano deram um alento à população de Delfinópolis (MG), que tenta se recuperar dos prejuízos causados pela seca severa de 2014. A cidade mineira sofreu com a diminuição do volume da represa Mascarenhas de Morais. 
 
A situação atual, no entanto, é de mais otimismo. A última medição feita pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) aponta que o volume útil da represa está em 26,12% da capacidade total, quase o dobro que em novembro de 2014, quando o índice chegou a 13,23%, menor percentual desde que o Operador Nacional passou a publicar os dados, em 2000.
 
Ranchos e pousadas estão voltando a atrair turistas. “No feriado (da Páscoa), a cidade ficou lotada. Antes a situação estava crítica, mas as chuvas estão voltando e os turistas também”, disse Suzy Ferreira, auxiliar administrativo da Pousada do Neto.
 
Na Prefeitura da cidade, porém, o aumento da represa ainda não foi o suficiente para resolver todos os problemas causados pela seca. Segundo o secretário de Administração, Nelson Lara, ainda não foi possível estabilizar as finanças municipais. “As chuvas acontecem e a represa sobe, mas a passos lentos. A usina voltou a gerar energia, o que faz com que os recursos comecem a voltar, mas ainda não estamos bem. A defasagem de recursos entre junho e novembro de 2014 ainda não foi compensada.”

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