Matheus Ewbank: voando alto em sua carreira


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O  francano Matheus Hiram Miguel Ewbank, 34, sempre sonhou em voar alto. Literalmente. Atualmente co-piloto de uma das maiores companhias aéreas do Brasil e da América Latina, Matheus já havia decidido qual carreira seguir desde criança. “Hoje faço voos para todo o Brasil e países vizinhos da América do Sul. Vivo meu sonho diariamente”, disse.
 
Quando você decidiu que queria ser piloto de avião? 
Voar era um sonho desde criança. Quando tinha 13 anos fiz um voo de helicóptero com o comandante Mantovani, meu tio. E desde aquele dia decidi que queria ser piloto. Queria sentir aquela sensação emocionante de voar.
 
Como é o curso de formação para ser piloto? 
Para se tornar um piloto é preciso muito estudo e dedicação. Fiz o curso de Piloto Privado no Aeroclube de Franca. Em seguida fiz Curso de Piloto Comercial e Curso de Instrutor de Voo. Após cada um desses cursos teóricos é necessário fazer a parte prática, que são as instruções de voo. 
 
Quais as principais dificuldades em ser piloto de avião? 
Realmente voar tem algumas dificuldades. Primeiramente a formação para ser piloto é difícil, cara, é necessário dedicação para ter o aproveitamento necessário. E mesmo após formado todos os anos temos avaliações teóricas e práticas, com provas e voos de avaliação. Segundo, diria que é preciso manter a saúde em dia. Todo ano temos avaliação médica para podermos continuar voando. A vida social com a família e amigos é prejudicada. Em situações de festas, aniversários, final de ano, geralmente estamos voando e ficamos ausentes. E hoje temos muitos voos de madrugada, o que desgasta muito.
 
Franca, atualmente, não tem voos comerciais. O que você pensa sobre esse assunto? E o que você acha do aeroporto local? 
Na minha opinião, a proximidade com Ribeirão Preto e a falta de força política prejudicam nossa cidade. Mesmo quando havia voos em Franca, muitos passageiros iriam pegar voo em Ribeirão Preto. Em 2004, quando terminei a pós graduação, apresentei um Trabalho de Conclusão de Curso que foi um estudo de viabilidade de um voo em Franca. Naquela época havia uma demanda de voos na nossa cidade. Algumas empresas chegaram a negociar com a Prefeitura a implantação de um voo, mas nenhuma chegou a concretizar. Com relação ao aeroporto de Franca, acho que tem plenas condições de receber voos. A infraestrutura está bem mantida e foram feitas obras recentes.
 
Como é sua rotina atualmente? 
Não tenho uma rotina. Recebo minha escala de voo todos os meses com os voos que tenho que cumprir e os dias de folga. Às vezes, saio para voar por até seis dias seguidos e tenho um ou mais dias de folga entre esses voos. Meus voos começam e terminam em São Paulo. Tenho voos em qualquer horário (manhã, tarde, noite e madrugada) e para todas as cidades que a empresa opera.
 
Qual é seu sonho de carreira? 
Meu sonho é ter uma carreira bonita, digna, profissional e ser comandante de voos internacionais. 
 
Já passou por alguma situação de medo em algum voo? 
Diariamente temos várias situações inusitadas. Nenhum voo é igual ao outro. Porém, todos os anos passamos por treinamentos de emergências e procedimentos para situações anormais. Dessa forma me sinto preparado e treinado para agir  caso elas ocorram. Nunca passei por situação de medo. Acho que no decorrer da carreira vamos aprimorando nosso autocontrole e consciência para agir nesses momentos.

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