Sindicato recua em vale alimentação para tentar acordo com Prefeitura


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Servidores andaram da Prefeitura até a Capelinha. Percurso seguiu pela avenida Brasil ao som das músicas de protesto
Servidores andaram da Prefeitura até a Capelinha. Percurso seguiu pela avenida Brasil ao som das músicas de protesto
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais reduziu o valor pedido pelo cartão alimentação para pressionar a Prefeitura a aceitar um acordo na audiência de conciliação. Na manhã de ontem, o presidente do sindicato, Luís Fernando Nascimento, propôs um novo valor para o benefício, que foi um dos principais focos das reivindicações. “Até a média de R$ 330 reais a gente aceita, se for menos, não”, disse ele. 
 
O primeiro valor pedido pela categoria havia sido de R$ 550. Depois houve o primeiro recuo, em que foi proposto o valor de R$ 400. No entanto, a Prefeitura aprovou apenas o reajuste dos atuais R$ 240 para R$ 260, que, inclusive, deve ser depositado hoje na conta dos servidores. “O depósito do cartão está confirmado para esta quinta. Se houver alguma mudança do valor com audiência, vai ser feita uma correção com o complemento do valor posteriormente”, disse o presidente do sindicato.
 
As partes foram intimadas pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) a comparecerem em Campinas hoje, às 13h30. A audiência será mediada pela desembargadora do trabalho Gisela de Araújo e Moraes, que também é vice-presidente Judicial. A intermediação da Justiça é uma tentativa para avançar nas negociações da greve, que teve início no dia 30 de março.
 
Apesar do cartão ter sido um dos destaques da greve, na audiência será apresentada toda a pauta de reivindicações. “Acredito que vamos ter dificuldades na negociação, pela postura da gestão municipal nesses dias, em que não estamos sendo atendidos. A Prefeitura não deve fazer nenhuma proposta”, disse Nascimento.
 
Outro ponto a ser abordado se refere aos dias parados. O sindicato buscará o abono dos dias sem trabalhar, porém, no caso das escolas municipais, deverá haver reposição das aulas. No caso de ocorrer um acordo na audiência, os servidores devem voltar ao trabalho na sexta-feira.
 
Ainda será pedido o reajuste do salário acima da reposição da inflação. O total solicitado é de 15%. A prefeitura ofereceu 7,68%, já acrescentado no pagamento do dia 6 de abril. 
 
Os resultados das negociações serão divulgados em uma assembléia na concha acústica, na praça da Catedral, às 19 horas.
 
Mobilizações 
Na terça-feira, os grevistas ocuparam o pátio da Prefeitura Municipal. Na manhã de ontem, eles encontraram a segurança dos portões do prédio reforçada e o acesso pelas laterais da Prefeitura não estava sendo autorizado. 
 
A entrada só podia ser feita portão da avenida Presidente Vargas, no qual quatro guardas municipais controlavam a entrada, questionando quem se aproximava a respeito de qual serviço estavam procurando no paço. 
 
O inspetor da Guarda Civil, Luís Fernando Fernandes, disse que a decisão partiu da própria corporação e tinha o objetivo de garantir o acesso dos munícipes e barrar os grevistas. “Estamos fazendo nosso trabalho, tem que haver o funcionamento da Prefeitura para os usuários. Devemos ficar com esse esquema até o término da greve”, disse Fernandes.
 
Os servidores, então, caminharam da Prefeitura até a praça da igreja Capelinha, passando pela avenida Brasil. O movimento reuniu cerca de 300 pessoas, de acordo com a Polícia Militar. A caminhada aconteceu de forma pacífica. Para hoje está prevista uma nova manifestação na frente do Paço Municipal, às 8 horas.

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