Vaiados por servidores municipais, vereadores fazem sessão-relâmpago


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Grevistas fizeram apitaço e vaiaram ostensivamente os vereadores, durante a sessão da Câmara dessa terça-feira
Grevistas fizeram apitaço e vaiaram ostensivamente os vereadores, durante a sessão da Câmara dessa terça-feira
Após ocuparem a Prefeitura no período da manhã, os servidores tomaram conta da Câmara à tarde. Fizeram apitaço e vaiaram ostensivamente os vereadores. A sessão chegou a ser suspensa. Diante do barulho e sem clima para discutir os projetos, os parlamentares usaram a estratégia de “limpar” a pauta pedindo sucessivos adiamentos. 
 
Normalmente, o período de votação dos projetos leva de três a quatro horas. Ontem, não passou de 50 minutos. Os vereadores, que adoram ir na tribuna e discutir de tudo, inclusive, moções e nomes de ruas, ontem ficaram calados. Quando abriam a boca, eram vaiados e tinham a voz encoberta. Dos seis projetos da pauta, apenas um foi aprovado. Os demais foram adiados. Em regime de urgência, foi aprovada a proposta que autoriza a Prefeitura conceder subvenções e auxílios no valor de R$ 1,1 milhão a 25 entidades que prestam serviços a menores.
 
Os servidores exibiram um cartaz enorme com o nome e fotos dos vereadores que votaram o projeto apresentado em regime de urgência pelo prefeito e que fixou o reajuste da categoria sem que as negociações tivessem sido encerradas. “Em 2016, não esqueceremos de vocês”, dizia o texto. Ao final da sessão, os grevistas gritaram: “Fora, traidores”. Os vereadores saíram rapidamente do plenário.
 
Para o presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), houve exageros no protesto. “Em terra de democracia, como é a nossa, os servidores, no mínimo, faltaram com o respeito com essa casa. Eles podem se manifestar, mas vieram para tumultuar a sessão. O que fizeram não foi manifestação, foi bagunça”. 
 
A servidora Taís de Araújo repudiou o comentário do presidente. “Apenas estamos lutando por nossos direitos. Desrespeito foi o que os vereadores fizeram com a gente ao aprovar o projeto apresentado pelo prefeito. Eles acabaram com a nossa negociação. Os vereadores não respeitam os servidores e nenhum munícipe de Franca”.
 
Para Márcio do Flórida (PT), o que aconteceu no plenário é resultado da intransigência do prefeito Alexandre Ferreira em negociar com o servidor. “Ele está acuando uma categoria, que está ficando sem opção. A única coisa que os trabalhadores pedem é o direito de negociar. Quem está desrespeitando o servidor é o prefeito”. 

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