Casos confirmados avançam e Franca vive epidemia de dengue


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Agentes em arrastão contra a dengue no Jardim Aeroporto, em março: região é a que concentra mais focos do mosquito
Agentes em arrastão contra a dengue no Jardim Aeroporto, em março: região é a que concentra mais focos do mosquito
“Franca enfrenta uma epidemia de dengue”. A afirmação é do diretor da Vigilância Municipal em Saúde, José Conrado Netto. Nesta terça-feira, a cidade rompeu a barreira dos 340 casos confirmados e agora entra oficialmente para a lista de cidades com epidemia da doença, já que possui mais de um caso para cada mil habitantes. Até o final da tarde de ontem, Franca já registrava 352 casos positivos da doença e tinha 416 exames esperando resultado.
 
Com a declaração de município com epidemia, os exames laboratoriais para confirmação da doença deixarão de ser feitos. “Os diagnósticos passam a ser por vínculo epidemiológico, ou seja, se o paciente apresentar três ou mais sintomas da doença já será considerado infectado e entrará para as estatísticas”, explicou Netto. A tendência com essa mudança é que o número de casos cresça em uma velocidade muito maior. 
 
Os principais sintomas da doença são: febre acima de 40ºC, fortes dores no corpo (especialmente na cabeça), moleza, falta de paladar, manchas vermelhas na pele, náusea e vômitos. “A orientação é que o paciente que apresentar esses sintomas ou parte deles procure imediatamente atendimento médico”, disse Netto.
 
Para tratar os doentes, a Secretaria Municipal de Saúde montou equipes especiais que atuam não apenas no atendimento do Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, como também nos dois hospitais privados. “São profissionais capacitados para o acompanhamento dos doentes. Ainda não tivemos casos de dengue hemorrágica, que é hoje nossa maior preocupação. Como estamos próximos de áreas com esse vírus mais agressivo, que chega a matar em 48 horas, precisamos estar alertas e acompanhar a evolução dos casos”, disse Netto. As equipes entrevistam os pacientes para verificar se apresentam algum sintoma típico da dengue hemorrágica para que sejam imediatamente submetidos a tratamento especial, com hidratação e medicamentos.
 
Segundo o diretor, a região mais afetada da cidade é a Sul, que abrange os bairros do Complexo do Jardim Aeroporto, Aviação e Santa Bárbara. “Estamos com equipes todos os dias trabalhando nestes bairros para acabar com os focos da larva do mosquito da dengue, mas é preciso que a população nos ajude.”
 
Para Netto, a única maneira de conter o avanço da dengue na cidade é a população eliminar os criadouros do mosquito que consegue depositar seus ovos e desenvolver suas larvas em qualquer local com água limpa e parada. “Historicamente, Franca sempre foi uma cidade com poucos casos da doença. Isso acabou fazendo com que as pessoas tivessem a falsa sensação de que estávamos livres da dengue. Mas os números mostram que não. A população precisa nos ajudar. Precisa fiscalizar sua própria casa para evitar os criadouros. Apenas a nebulização com veneno não vai resolver”.
 
O diretor disse que o Disque Dengue continua funcionando. “Quem souber de algum lugar que possa ser criadouro pode nos ligar no telefone 3711-9402 para denunciar que iremos fiscalizar”. 
 
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