Campanha do GCN arrecada R$ 136 mil para Davi Miguel


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A campanha movimentou dezenas de funcionários do GCN. Outros setores, além de assinaturas, registraram os dados dos doadores
A campanha movimentou dezenas de funcionários do GCN. Outros setores, além de assinaturas, registraram os dados dos doadores
O Dia de Ajudar Davi Miguel, campanha promovida ontem pelo GCN, arrecadou R$ 136 mil em doações para o garoto. Uma mil e setecentas assinaturas semestrais, no valor de R$ 80 cada, foram vendidas, cuja renda será revertida integralmente a Davi. Esses números fazem parte da parcial divulgada às 20h40 dessa terça-feira. A arrecadação deve ser ainda maior, já que as vendas realizadas pela internet dependem de confirmação das operadoras de cartão de crédito e os contatos via WhatsApp precisam ser efetivados. 
 
“O que estamos vendo acontecer hoje é absolutamente surpreendente. Números que pareciam muito difíceis de serem atingidos foram superados. Ficamos felizes em ver que as pessoas entenderam a nossa proposta e aderiram à nossa iniciativa. Na verdade, a assinatura é um brinde, o que a gente está fazendo é pedir às pessoas que doem e em troca levam uma assinatura”, disse o diretor-executivo do GCN, Corrêa Neves Júnior, no fim da manhã de ontem.
 
Por volta das 11 horas, apenas três horas após o início da campanha, cerca de 400 doações já haviam sido feitas. “Estamos acompanhando o movimento desde cedo e a campanha está a mais de 100 por hora. Se Deus quiser, vai ter um resultado muito bom com a ajuda de todos”, disse o pai de Davi Miguel, o sapateiro Jesimar Gama, durante participação ao vivo na rádio Difusora, diretamente do hospital Samaritano, em São Paulo. O próprio bebê Davi, que estava ao lado do pai no momento da entrevista, mandou beijos para os ouvintes.
 
Durante todo o dia, a Difusora transmitiu uma programação especial nos moldes em que são realizados os programas Teleton e Criança Esperança. Os locutores da rádio conversaram com os ouvintes que expressaram sua solidariedade. Por volta das 14 horas, durante transmissão feita pelos apresentadores Everton Lima e Cintia Flávia, as doações chegaram a R$ 50 mil.
 
As doações puderam ser feitas pelo Portal GCN, pelo telefone, pessoalmente na sede do grupo e nos balcões de anúncio do Comércio, e até pelo aplicativo de celular WhatsApp. A campanha movimentou dezenas de funcionários do GCN. Outros setores da empresa, além de assinaturas, como o comercial e administrativo, pararam suas atividades habituais para registrar os dados dos interessados em fazer sua doação a Davi Miguel.
 
Em diversos momentos do dia, as linhas do GCN ficaram congestionadas. Mesmo assim, a dona de casa Adelina Pandolf, 60, não deixou de fazer a sua doação. “Ouvi o pessoal anunciando na rádio e tentei ligar. Mas as linhas só estavam dando ocupado. Então resolvi vir até a sede fazer a assinatura pessoalmente. A história do Davi Miguel toca muito todo mundo.”
 
O borracheiro Carlos Roberto Gaspar, 65, também compareceu à sede do GCN para fazer sua doação e aproveitou para conhecer Cintia Flávia, de quem é fã. “Sempre ouço a Cintia e fiquei sabendo da campanha pela rádio.” O eletricista aposentado Francisco Miras, 60, é assinante do Comércio há mais de 30 anos e aproveitou a campanha para renovar a assinatura. “É melhor ajudar que ser ajudado.”
 
Ao final da maratona da solidariedade, o diretor-executivo do GCN, visivelmente emocionado, comemorou os resultados “impressionantes”. “Estou muito, muito feliz”, afirmou Corrêa Neves Júnior. “Estou comovido com os milhares de pessoas que se uniram nessa corrente em prol do Davi Miguel. São milhares de primos, de tios, de avós deste bebê que mobiliza a comunidade com sua história”, completou o jornalista, acrescentando que 98% das doações foram individuais. Os números finais da campanha devem ser divulgados até o fim de semana.
 
Campanha
Segundo Jesimar, o Dia de Ajudar Davi Miguel foi a campanha que mais gerou renda ao garoto, desde que as ações em prol do bebê começaram, em agosto de 2014. Uma cavalgada realizada no início de março tinha sido a ação que mais havia arrecadado doações para o Davi, totalizando R$ 36 mil. A família fez acordo com o GCN e se comprometeu a repassar o valor integral das doações para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, caso, por qualquer motivo, o dinheiro não seja necessário para o tratamento do garotinho.
 
Atualmente, Davi está internado no Hospital Samaritano, na capital paulista. Ele foi transferido, no fim de março, do Hospital Regional, em Franca, onde estava internado desde o quinto dia de vida. “Ele está bem. Já acorda rindo, mandando beijo... Clinicamente ele está bem também, com peso em torno de 7 quilos”, disse Jesimar.
 
Davi Miguel nasceu com uma doença rara e seu intestino não consegue absorver os nutrientes provenientes dos alimentos. Sua cura depende de um transplante a ser realizado nos Estados Unidos, país cujo sucesso nesse tipo de cirurgia é maior. O custo estimado do tratamento é de dois milhões de dólares, incluindo despesas de viagem, dos quais foram arrecadados até o momento, cerca de 20%. 
 
A família do garoto briga na Justiça para que a União arque com as despesas do tratamento de Davi. Enquanto aguardam decisão judicial, diversas campanhas para arrecadar fundos são promovidas, não só em Franca, mas em todo o país. 

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