Os professores da rede pública estadual completam 21 dias em greve. Os docentes cruzaram os braços no dia 16 de março e não houve avanços nas negociações com o governo desde então.
A próxima assembleia, que deve decidir os rumos da greve, será no dia 10 de abril, nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Profissionais de Franca devem sair da cidade em dois ônibus para participar desta reunião na capital.
Na cidade, a adesão é em cerca de 50% das escolas, de acordo com Sílvio Damasceno, coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do estado de São Paulo) de Franca.
“A estratégia é manter a paralisação das escolas que estão na greve e aumentar a adesão. O reajuste salarial que pedimos é de 75,3%, mas não houve nenhuma contraproposta até agora”, afirmou o coordenador.
Na pauta de greve, está também o aumento dos vales alimentação e transporte, além de melhorias nas condições de trabalho. “Fora as questões salariais, reivindicamos o fim das classes lotadas e reserva de um terço da jornada para atividades extraclasse”, acrescentou Damasceno.
Apesar do movimento, o atendimento aos estudantes da rede estadual é garantido com professores substitutos.
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