Franca terá curso de gestão gratuito para sapateiros


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Giuliano Gera, presidente do Instituto do Calçado, em box que está sendo adaptado para as aulas
Giuliano Gera, presidente do Instituto do Calçado, em box que está sendo adaptado para as aulas
Idealizado pelo presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, deve começar a funcionar no segundo semestre em Franca, o Instituto Cidade do Calçado. Formatado como uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), o instituto funcionará como uma universidade de apoio ao setor calçadista e oferecerá cursos de capacitação que abrangerão do sapateiro ao diretor das empresas.
 
Com apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do Governo Federal, que liberaram R$ 1,5 milhão para o projeto em recursos e materiais, o Instituto do Calçado oferecerá inicialmente 120 vagas gratuitas em três turmas para um curso de gestão e engenharia de produção. “Percebemos que são os setores mais carentes dentro das fábricas, por isso o curso terá esses dois pilares”, disse o presidente do instituto, Giuliano Spinelli Gera.
 
Segundo ele, o curso será dividido por módulos e também abordará áreas como economia, marketing e controladoria. A duração será de 1,2 mil horas, distribuídas em dois anos, com aulas duas vezes por semana, no período noturno. “O Instituto Cidade do Calçado nasceu como um braço social do Sindifranca para promover o desenvolvimento do ser humano e ajudar a resgatar o setor calçadista, restabelecer o seu prestígio”.
 
Para acomodar a nova unidade, um prédio está sendo preparado na avenida Nazira Aidar (em frente a Apae), no Jardim Moema, onde também funcionará a nova sede do Sindifranca. O local possui mil metros quadrados, incluindo um piso e um mezanino e terá salas de aula, de atendimentos e um auditório, além da parte administrativa do sindicato. Apesar do prédio comum, Sindifranca e instituto ficarão em alas separadas.
 
Giuliano Gera diz que enquanto as obras do prédio caminham para o término, o próximo passo é aguardar a licitação que contratará os professores que ministrarão as aulas. “O conteúdo programático está definido e seremos bastante exigentes nesse processo. O objetivo é que tenhamos engenheiros, economistas e contabilistas que, não só conheçam da teoria, mas da parte prática também”.
 
Contratados os professores, a entidade, que também está sendo chamada de universidade do calçado, fará o processo seletivo dos candidatos. A seleção, que será uma espécie de vestibular, contará com prova de conhecimentos gerais e uma redação e deve ocorrer até agosto. A divulgação do processo será feita em fábricas de calçados e componentes e as inscrições voltadas para todos os funcionários, desde que tenham ensino médio completo. “Todo o processo, incluindo o curso e o material didático, será gratuito, pois a ideia é contribuir para a melhoria da indústria calçadista e descobrir talentos”, reforçou o presidente do instituto.

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