Maquininhas de cartão ‘saem’ das lojas


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A vendedora Tatiane Ferraro usa a maquininha de cartão há 4 anos
A vendedora Tatiane Ferraro usa a maquininha de cartão há 4 anos
Antes usada apenas dentro dos estabelecimentos comerciais, a máquina de cartão de crédito e débito “criou pernas” e atualmente é vista circulando dentro de táxis, nas bolsas de vendedoras autônomas ou visitando a casa dos consumidores junto dos entregadores de pizza, gás e outros produtos. A praticidade e segurança oferecidas pelo “dinheiro de plástico”, não só aos consumidores, mas também aos comerciantes, tem feito aumentar o número de profissionais que trabalham com a maquininha.
 
A opção do pagamento eletrônico foi adotada pela vendedora autônoma Tatiane Ferraro, 32, que comercializa maquiagem em domicílio. Ela conta que o pagamento de uma compra por meio do cartão de crédito ou débito é opção de metade de suas clientes. “Uso o cartão desde que comecei a vender maquiagem, há quatro anos. Minhas clientes adoram, pois acham mais fácil. Dá para oferecer a opção até de dividir o pagamento”, disse.
 
Outra vantagem do aparelho apontada por Tatiane é a garantia de que irá receber pela venda feita. “Não corro o risco de levar calote, então compensa usá-la. Cheque eu nem pego, só mesmo de clientes mais antigas.”
 
Segundo a consultora de atendimento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de Franca, Cíntia Carillo, a segurança do pagamento é uma das principais vantagens do serviço para os comerciantes. “Com a maquininha, o calote vai para zero. Além da agilidade e variedade de bandeiras em uma só máquina”, disse. Cíntia ressalta ainda que o vendedor pode aproveitar outros serviços oferecidos pelo aparelho para aumentar a renda. “Hoje a máquina oferece serviços como recarga de celular ou o gás eletrônico, que é tipo um vale gás”.
 
Para o presidente da cooperativa Unitáxi, Reinaldo Carlos dos Santos, a vantagem do pagamento com cartão para a categoria é desestimular roubos. “O uso do cartão é mais seguro que andar com grande quantia de dinheiro no carro, ainda mais para nós que somos uma categoria muito visada (pelos assaltantes)”.
 
A pizzaria Babbo Giovanni, que fica no Centro, possui três aparelhos de cartão. O gerente do estabelecimento, Gregório Biscione, conta que apenas um deles fica na loja física, enquanto os outros dois são carregados pelos entregadores por toda a cidade. “Implantamos o cartão na entrega desde que abrimos. Na hora que o cliente liga para fazer o pedido, perguntamos qual a forma de pagamento e muitos deles optam pelo cartão”.
 
Desvantagem?
Tatiane Ferraro aponta que as desvantagens da oferta de pagamento em cartão são as “altas mensalidades e taxas cobradas pelas operadoras do serviço”. 
 
O presidente da Unitáxi também disse que alguns profissionais ainda resistem em receber o “dinheiro de plástico” por conta das tarifas.
 
“Percebo na cidade que ainda existe, sim, um certo receio do pessoal em aderir ao uso do cartão por conta das taxas que são cobradas”, disse Reinaldo Carlos dos Santos.
 
A consultora do Sebrae faz pontuações em relação às taxas e afirma que os comerciantes devem encarar as taxas cobradas pela operadora como mais um gasto que deve ser embutido no custo do produto. 
 
“Não vejo a tarifa como desvantagem. O empreendedor deve trabalhar de modo que a margem de lucro faça a tarifa valer a pena. Talvez a curto prazo ele não consiga agregar esse valor ao custo, mas a médio e longo prazo ele tem que ir incluído”, disse Cintia.

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