Que delícia! Aprenda a fazer bombom cremoso no copinho


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Em pequenas porções o chocolate pode ser consumido sem demasiadas preocupações com calorias, e arrematar um feliz almoço de Páscoa
Em pequenas porções o chocolate pode ser consumido sem demasiadas preocupações com calorias, e arrematar um feliz almoço de Páscoa
Se o clima condiciona  percepções, é certo que a Páscoa brasileira tem um jeito diferente daquela dos países que estão comemorando nesta época o início da primavera. Ao norte da linha do equador irrompem os primeiros verdes desaparecidos desde o último inverno. Por aqui vivemos a entrada do outono, com céu claro, clima ameno e  noites admiráveis onde a lua cheia deslumbra o mais empedernido coração. Numa coisa, porém, há empate:  o consumo do chocolate alcança, neste período, índices muito altos, lá como cá. Dos tabletes aos ovos, passando por bombons e toda uma arte chocolateira que inclui coelhos, cenouras, casinhas, formas diversas e não apenas infantis,  a economia se agita porque o consumidor se prepara para comprar. A loucura nos supermercados na véspera da maior data do Cristianismo demonstra que o desejo e a propaganda são grandes estimuladores  do consumo.
 
Mas de onde vem o chocolate? Sua história revela  raízes nos mitos e lendas da civilização pré-colombiana; e a ligação sagrada do fabuloso e do real une  natureza e  deuses há milhares de anos.  Os maias e os astecas estavam bem conscientes de seus poderes excepcionais e não consumiam o chá de sementes de cacau, bebida chamada tchocoatl, a não ser em circunstâncias particulares, para se beneficiarem de mais energia. Tais sementes eram tão importantes que serviam de moeda e permitiam ao povo pagar impostos e comprar utensílios. O cacau representava a medida da riqueza.
 
É interessante pensar que os maias chamavam à árvore que produz o fruto de Cacahuaquchtl, palavra que significa “A árvore”. Um nome definido pelo artigo a traduzir a importância da espécie vegetal na vida dos povos que a reverenciavam tanto quanto os deuses. Preparação reservada também aos nobres, o tchocoalt conferia poderes miraculosos. Talvez por isso botânicos gregos tenham usado a palavra Theobroma , “alimento dos deuses”, para registrar o novo fruto levado das Américas para o  Velho Mundo. 
 
Depois dos deuses e dos nobres maias, o chocolate se tornou a delícia de grandes exploradores, como Cristóvão Colombo, Hernán Cortez e outros navegadores  que souberam de imediato reconhecer o valor energético da bebida. E nos séculos seguintes, autores franceses, espanhóis, alemães e ingleses vão descrever usos terapêuticos do chocolate. Entre a melancolia e os  males do estômago, dezenas de sintomas parecem ser atenuados com a ingestão de panaceia  preparada com as caras sementes. Na corte de Versalhes, um pouco antes da Revolução, um boticário chamado Sulpice Debauve consegue fabricar pastilhas de chocolate para mascarar gostos desagradáveis num mundo onde as condições de higiene eram precárias. Contendo também baunilha, amêndoas, flor-de-laranjeira e outras especiarias, estas pastilhas representaram a migração do chocolate da farmácia para a cozinha. Em 1825, Antoine-Brutus Menier cria a primeira fábrica de chocolates em Noisiel, vila francesa do centro do país.  Três  anos depois, o alemão Conrad  Von Houten obtém um certificado de fabricação para o cacau em pó solúvel. Este será afinal a base de centenas de receitas que a partir de então seriam inventadas. Uma delas, o universalmente conhecido bombom.
 
Nossa sugestão  neste domingo de Páscoa é  um bombom que vai num copinho porque aí, se você for chocólatra e a gula assaltar, é possível fazer certo controle. Um copinho (desses onde nos bares se toma uma dose de cachaça) é a medida boa, capaz de aplacar a vontade e não deixar a consciência pesada. 
 
Você vai precisar preparar dois  cremes de chocolate - o escuro e o claro. Vamos começar pelo escuro. Numa tigela ou panelinha  refratária ponha o chocolate meio amargo e o creme de leite. Leve ao micro-ondas por dois minutos, mexendo na metade do tempo. Misture bem até ficar homogêneo. Junte a água, misture bem e deixe esfriar. Reserve. Agora, o creme claro.  Agindo da mesma forma, coloque o chocolate branco e o creme de leite, levando ao forno por dois minutos e mexendo na metade do tempo. Misture as raspas de limão, deixe esfriar e reserve. Lave bem os morangos, separe as pontas para a decoração, pique o resto, coloque numa tigela, junte açúcar misture. Monte a sobremesa, alternando camadas de creme claro, morangos, creme escuro. Termine com o creme claro,  arremate com o escuro. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por uma hora. Antes de servir  decore com os bicos de morango reservados, raspas de casca de limão e  folhinhas de hortelã. 
 
 
INGREDIENTES
 
Creme escuro
 300 gramas de chocolate meio amargo picado
 1 caixa de creme de elite
 4 colheres (sopa) de água
 
Creme claro
 300 gramas de chocolate cobertura branco picado
 1 caixa de creme de leite
 1 colher (sopa) de suco de limão siciliano
 1 colher (sopa) de raspas de limão siciliano
 
Frutas
 2 caixas de morangos pequenos maduros
 2 colheres (sopa) de açúcar
 Cascas de limão siciliano a gosto para decorar.
 Folinhas de hortelã
 
porção: 8 pessoas
dificuldade: fácil
preço: médio

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