O terceiro maior sonho do brasileiro é ter um negócio próprio. Antes, apenas a casa própria e... viajar. O Brasil está à frente dos Brics quando se fala em quantidade de empreendedores. Pesquisa recente da ‘Global Entrepreneurship Monitor’ demonstrou que 34, em cada 100 brasileiros, adultos (idades entre 18 e 64 anos) possuem empresa ou estão envolvidos na criação do próprio negócio.
É número em crescimento. Há dez anos eram 23%. Hoje, metade desse grupo é constituída por jovens. A outra metade tem mais de três anos e meio de atividade na área. Os Estados Unidos possuem cerca de 20% de empreendedores entre adultos, contra 16% do Reino unido. A questão empaca na capacitação do brasileiro que empreende. Em 2014, a Endeavor, organização de apoio ao empreendedorismo e empreendedores de alto impacto, concluiu que jovens dominam a parte operacional em que atuam, mas falta-lhes noções de negócios como controlar o fluxo de caixa, interpretar demonstrativos financeiros e avaliar investimentos. Ou seja, existe a vontade de abrir o próprio negócio, mas falta preparo.
O que fica claro é que jovens têm muita vontade de empreender, mas a ansiedade faz com que comecem sem planejamento consolidado. Sendo assim, o novo negócio começa debilitado, colocando em risco o alcance de suas metas e objetivos.
Para que um empreendimento alcance sucesso, foco nas atividades, relacionamento entre os empresários e capacitação dos empreendedores são itens fundamentais. Acreditar no talento e arriscar, encontrar aliados com perfis complementares, identificar necessidades e oferecer soluções são essenciais.
Um país empreendedor abre oportunidades a novos negócios e faz disso ferramenta de progresso.
Adriano Tadeu Barbosa
Supervisor do curso de Empreendedorismo do Centro Europeu de Curitiba (PR)
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