Tapa na cara: defesa do vereador Vergara tumultua audiência


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Rejane Barbosa, que estava ao lado de Hélio Vissoto no momento da agressão, em depoimento ontem
Rejane Barbosa, que estava ao lado de Hélio Vissoto no momento da agressão, em depoimento ontem
A audiência convocada pelo Conselho de Ética para ouvir o depoimento de quatro testemunhas no processo aberto contra o vereador Luiz Carlos Vergara (PSB) terminou com a oitiva de apenas uma. Vergara é acusado de quebrar o decoro parlamentar por ter agredido com um tapa na cara do marceneiro Hélio Vissotto, durante a sessão do último dia 3 de março, dentro da Câmara Municipal.
 
Ontem estavam agendados os depoimentos de três testemunhas de defesa e uma convocada pelo conselho. Mas antes mesmo de os trabalhos começarem, o advogado Denílson Carvalho, que defende Vergara, apresentou uma série de requerimentos e reclamou, dizendo que o conselho impedia seu trabalho. “Já atuei em 15 processos de cassação em diferentes municípios e nunca vi tamanha arbitrariedade como neste conselho. Não tive conhecimento do processo. Não fui comunicado sobre a convocação de testemunhas e só me avisaram que das 13 testemunhas de defesa arroladas apenas três serão ouvidas. Isso é inaceitável. Fere todas as minhas prerrogativas como advogado”, disse.
 
Denílson disse ter “elementos mais que suficientes” para pedir a anulação do processo contra Vergara. “No afã de condenar, os senhores estão atropelando os procedimentos e cometendo sucessivos erros. Tenho elementos para anular esse processo”. O advogado reclamou também das testemunhas de defesa serem convocadas para depor antes da testemunha convocada pelo conselho. 
 
Diante das reclamações, o presidente do Conselho pediu a suspensão da audiência. Os três membros do conselho (Pastor Otávio, Jépy Pereira (PSDB) e Donizete da Farmácia (PSDB)) se reuniram com a advogada da Câmara Taysa Thomazini por quase 40 minutos. Ao voltarem, decidiram acatar o pedido para ouvir primeiro a testemunha Rejane Cristina Barbosa, convocada pelo conselho, e transferiram as demais para a próxima quinta-feira. O presidente ainda entregou a Denílson o processo contra Vergara para que ele pudesse tomar conhecimento dos autos. Mas novamente o advogado resolveu interromper os trabalhos. Desta vez, para questionar as razões que levaram à convocação de Rejane. Denílson questionou o modo como foi feita a convocação e pediu que ela não fosse ouvida. 
 
Já irritado, o presidente do conselho negou o pedido. “Independente do senhor querer ou não, vamos continuar os trabalhos. Pode registrar seus protestos nos autos, mas não deixaremos de ouvir a testemunha”. 
 
Protestos registrados, Rejane Barbosa, que estava ao lado de Hélio Vissoto no momento da agressão, reafirmou sua versão dos fatos. Disse que não houve agressão nenhuma por parte de Hélio a Vergara. “Ele apenas o questionou de forma agressiva, mas não o ofendeu”.
 
Ela disse ainda que se assustou com a reação de Vergara. “Eu não esperava aquilo. Me assustei. Achei muito pouco o que o Hélio fez para o Vergara reagir daquele jeito”.
 
Na próxima segunda-feira, Denílson Carvalho deve apresentar ao Conselho de Ética a lista com os nomes das testemunhas que serão ouvidas na quinta-feira.
 

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