Residente em uma chácara às margens da rodovia João Traficante, em Franca, uma advogada de 42 anos enganou policiais militares na madrugada de ontem, fazendo-se passar pela irmã durante abordagem de rotina na área central. Ela teve o veículo que conduzia apreendido por diversas irregularidades. A farsa foi descoberta após ela ser liberada.
O taxista contratado para levá-la em casa foi localizado e indicou a chácara. Chegando lá, os PMs foram recebidos pela própria advogada. Antes que fosse indagada, confessou que tentou enganar os policiais. A profissional da área de direito foi indiciada no Plantão Policial por falsidade ideológica.
A história teve início quando PMs, em patrulhamento de rotina pela área central, se depararam com um Celta, preto, conduzido por uma mulher. O veículo estava com a placa traseira pendurada por um único parafuso e o lacre rompido. Diante da irregularidade, os policiais realizaram a abordagem para averiguar a situação do veículo.
A condutora não esboçou reação. Perguntada sobre os documentos do veículo e pessoais, ela disse que não estavam em seu poder. No entanto forneceu nome, data de nascimento e nome dos pais. Até números de documentos, como o CPF, foram pesquisados pelos policiais e nada de irregular foi constatado em ralação a identificação.
O Celta estava com o licenciamento vencido, lacre violado, defeito no sistema de iluminação, mau estado de conservação e sem equipamentos obrigatórios. Além destas cinco multas, outra foi aplicada pelo fato da motorista não portar documentos exigidos por lei. No total, a condutora assinou seis multas e foi liberada para ir embora de táxi. O veículo foi apreendido no Pátio Modelo da Prefeitura de Franca.
Farsa descoberta
Os policiais que aplicaram as multas, minutos depois que a mulher foi liberada, foram alertados por colegas que ela seria advogada e teria fornecido nome errado. Os PMs que lançaram a dúvida reconheceram o veículo como pertencente a uma advogada de 42 anos.
O taxista que fez a corrida foi localizado através da central onde trabalha e indicou a casa onde deixou a mulher: uma chácara às margens da Rodovia João Traficante. Os PMs se dirigiram ao local e, na chegada, foram recebidos pela mulher abordada. Antes que os policiais se manifestassem sobre o motivo da “visita”, ela assumiu que forneceu o nome e dados pessoais, como números de documentos, da irmã.
A advogada se defendeu alegando que ao fornecer o nome da irmã, imaginava que o veículo não seria apreendido, por que ela precisa do mesmo para trabalhar. A mulher disse ainda que a farsa também foi motivada pelo fato da sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) estar apreendida.
Convidada a acompanhar os policiais até o Plantão Policial, a advogada o fez. Ela acabou indiciada por falsidade ideológica e liberada para responder ao inquérito em liberdade. Os PMs foram obrigados a refazer as seis multas aplicadas em nome da irmã e lançá-las em nome da advogada, acrescentando mais uma: dirigir com habilitação vencida.
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