A Páscoa é uma festa religiosa para dois povos. Para os cristãos representa importante celebração para relembrar a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus é lembrança da saída do povo hebreu (liderado por Moisés) do Egito, onde foi escravo durante séculos.
Tanto num caso como no outro, a festa da Páscoa pode ser traduzida por palavras como vida, transformação, passagem. A palavra Páscoa tem origem judia e significa exatamente isso: passagem. A passagem a que os judeus se referiam era sinônimo de libertação. Significava a viagem de travessia do deserto em busca da Terra Prometida (Israel) por Deus ao povo. Os cristãos festejam a Páscoa lembrando o significado de Vida Eterna: Cristo ressuscita e prova, primeiro aos seus discípulos, que há vida depois da morte.
A mensagem é de alegria, seja para judeus, seja para cristãos.
Desde os tempos mais antigos, a comemoração religiosa associa a festa de Páscoa ao coelho e ao ovo. As duas figuras são simbolicamente ligadas à fertilidade, à capacidade de gerar vidas.
O coelho
O animal escolhido pelos povos para simbolizar a Páscoa é o coelho porque ele se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Geram grandes ninhadas. É o primeiro animal que sai das tocas na Europa, no início da primavera, anunciando que o inverno acabou. Entre os povos da Antiguidade, fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida. Naquela época eram altos os índices de mortalidade. Por isso, o coelho e seus coelhinhos eram recebidos com alegria.
A árvore
Alta ou com folhas e flores, também é usada como símbolo pascal porque representa a vida, principalmente na primavera.
O ovo de ave
O ovo representou desde o berço da humanidade ideia de vida nova. Dentro do ovo está a vida. Na Antiguidade, os ovos eram recolhidos na época da Quaresma (os 40 dias que antecedem a Páscoa), cozidos, pintados com cores alegres e distribuídos às crianças no domingo de Páscoa. A prática de pintar as cascas de ovos cozidos, decorando-as com desenhos e formas abstratas, também está associada à esperança de vida nova. A tradição do coelho de Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. Um (disfarçado) coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
O ovo de chocolate
Para se adaptarem ao gosto infantil, os ovos foram substituídos por chocolates. Mas isso aconteceu há pouco tempo. O Brasil é campeão em produção e consumo de ovos de chocolate. O chocolate é gostoso, calórico, nutritivo, repositor de energia. As crianças adoram. Mas até virar ovos de chocolate, a ideia viajou por muitos lugares. O chocolate foi descoberto pelos espanhóis que chegaram ao México no século XVI. Eles viram que os nativos bebiam uma infusão de sementes de uma árvore chamada cacau. Esta infusão, ou chá, era muito nutritiva. Levaram então as sementes para a Europa e a bebida fez grande sucesso quando misturada ao leite e não apenas à água. Como o chocolate dava grande energia a quem o tomava, logo os europeus se tornaram fã dele. Mas precisou passar algum tempo para que ele evoluísse de bebida para a forma sólida das barras.
Dica de leitura
Para entender o sentido de Páscoa leia o livro O coelhinho que não era de Páscoa, (Editora Salamendra), de Ruth Rocha. É a história de um coelhinho chamado Vivinho, que tinha irmãos e uma família bem legal. Ele ficou pensando no que gostaria de ser quando crescesse e chegou à conclusão de que queria ser alguém bem diferente. Os pais de Vivinho ficam um pouco inquietos com isso e aí... Bom, aí você só saberá ao ler o livro até o fim.
Chocolate = alimento dos deuses
Os gregos chamaram ao chocolate de Theobroma, palavra que significa “alimento dos deuses”. Quem o batizou assim foi o botânico ( nome do especialista que estuda as plantas) Linneu, em 1753.
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