Os usuários que procuram atendimento no Centro de Saúde “Evelina Gramani Gomes”, na área central da cidade, enfrentam uma estrutura precária pela falta de manutenção do local. O problema é antigo. A reportagem esteve no prédio e constatou o mesmo abandono registrado em março do ano passado. A construção fica na esquina da rua Ouvidor Freire com a General Osório.
Em 2014, assessoria de imprensa da Prefeitura disse que o setor de manutenção da Secretaria de Saúde faria um levantamento dos problemas e programaria reparos, conforme as condições orçamentárias. Porém a situação continua a mesma.
Na entrada, as calçadas com pedras soltas e mato alto já desenham o aspecto de abandono. Mas os problemas maiores estão dentro do prédio. Um dos aspectos mais preocupantes é a presença de pombos. Pontos dos telhados, muitos com falhas, viraram abrigo para os animais. As fezes dos pássaros escorrem pelas paredes e pelo chão, o que representa um risco de contaminação e doenças. De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, a poeira das fezes pode transmitir a histoplasmose e criptococose, que se manifestam por doenças pulmonares graves. O trabalho de retirada desses animais é feito pela Vigilância quando solicitado pela Secretaria de Municipal de Saúde.
Nas repartições do prédio fica clara a falta de manutenção. Infiltrações no teto e nas paredes são comuns. Marcas de mofo rodeiam lâmpadas e marcam cantos de salas. No chão, pisos se soltam ou apresentam descascados em várias salas de espera, tomadas velhas são remendadas com fita adesiva. O musgo e o mofo, além de paredes descascadas e pichações, também tomaram conta de quase toda estrutura externa do local. “Aqui nem parece local que trabalha com saúde, precisa de uma reforma total. Está tudo sujo, em péssimas condições”, disse a aposentada Marina Madalena dos Santos, 66, que buscava remédios no Centro. Para os usuários, além do risco para a saúde, incomoda também a falta de cuidado com um prédio histórico. “Precisava restaurar. Faz parte da história da cidade e está assim, sem nenhuma conservação”, disse a cuidadora Yara Lúcia de Souza, 64.
O Centro de Saúde foi cedido pelo governo do estado de São Paulo há cerca de 25 anos. No local funcionam os centros de prevenção em DST/aids, de Convivência do Idoso, e da coleta municipal. Também opera no prédio uma farmácia popular. A responsabilidade pela manutenção é da Prefeitura de Franca, que disse que não vai se manifestar sobre o assunto.
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