A greve dos servidores continua atingindo principalmente as áreas de Saúde e de Educação. Nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), não está sendo feito o agendamento de novas consultas. A reportagem do Comércio constatou o atendimento parcial em seis unidades. Pacientes com consultas já marcadas estavam sendo recebidos, mas nem todos os médicos têm comparecido.
Na UBS do Horto/Miramontes, apesar dos cartazes da greve, cerca de 20 pessoas aguardavam atendimento na sala de espera. “Consegui ser atendida, mas eu já tinha marcado antes”, disse a dona de casa Regina Floro Costa, 37.
Na unidade do Leporace, alguns procedimentos estavam disponíveis, como retirada de remédios e consultas pré-agendadas. Mas, alguns usuários tiveram de voltar para casa sem atendimento. “Queria marcar dentista para minha filha, que está com dor de dente, e não consegui”, reclamou a dona de casa Taísa Moreira Cintra, 30.
Nas UBSs da Vila São Sebastião, Riviera/Paulista, Aeroporto III e Estação, o atendimento também era parcial.
No Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, por volta das 11 horas, não havia lotação, mas alguns pacientes reclamavam da demora para consulta. À tarde, o movimento aumentou e alguns procedimentos, como aplicação de injeções e soro, ficaram prejudicados.
“Vou ver se o médico receita remédio em vez de injeção para o meu filho, porque a demora está muito grande”, reclamou sapateira Rita de Cássia Lopes, 41.
Na Secretaria Municipal da Educação, a orientação era para que os pais fossem com seus filhos às escolas para verificar se os professores estavam trabalhando ou não.
Tanto o Sindicato dos Servidores, quanto a Prefeitura de Franca, não divulgaram balanços sobre a paralisação.
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