Observar o comportamento humano é saudável e sustento à criatividade por um mundo melhor.
Existem episódios bíblicos e histórias do avanço da ciência perante a física e a astronomia — ambos abrigados nos macro-temas fé e razão —, que ilustram bem o comportamento criativo abandonado há séculos por conta de mesquinharias emocionais e monetárias.
Moisés, em sua longa travessia de 40 anos rumo à Terra Prometida, e Copérnico, em seu minucioso estudo de 1540, comprobatório do movimento terrestre — o Primeiro Relato (Estudo de 25 anos) — são exemplos de que resultados e respostas têm bússola, e que é preciso caminhar estrategicamente.
A longa jornada de Copérnico tinha como objetivo reformar o calendário da igreja católica. Em 1515, quando lhe solicitaram empreender estudo com base em seus vastos conhecimento matemáticos, recusou-se.
Entendia que não conhecia de maneira cirúrgica o movimento dos astros. Ainda assim, curioso, colocou-se em campo.
Inspirados nesses episódios podemos traçar um paralelo (incomparável visto os recursos tecnológicos atuais) entre o processo de construção de ideias excelente da época e a ‘anemia atual’.
O comportamento frenético e caótico de pessoas e de profissionais têm feito do mundo apenas um lugar de convivência. Engole-se sem sentir gosto.
Os estudos de Copérnico só foram conhecidos em 1540, próximo de sua morte. Ele procurou em Andreas Osiander, Giordano Bruno, Galileu Galilei, Johannes Kepler, entre outros luminares das ciências, subsídios para sustentar e realizar suas teses. É necessário que haja cruzamento de pensamentos e ideias.
É isso que potencializa nosso ‘primeiro relato’ e torna possível o nascimento de soluções e resultados capazes de fazer do mundo um lugar de vida plena, permitindo que ‘terra prometida’ e mesmo ‘reforma de calendário’ sejam alcançáveis.
Leandro Ernandes
Publicitário, escritor
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