Movimento dos servidores afeta saúde e educação


| Tempo de leitura: 2 min
Os grevistas passaram o dia diante da Prefeitura para protestar contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Segundo o sindicato, em torno de 500 pessoas participaram
Os grevistas passaram o dia diante da Prefeitura para protestar contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Segundo o sindicato, em torno de 500 pessoas participaram
O Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” durante toda a segunda-feira foi palco de confusões pela demora no atendimento devido à paralisação dos servidores públicos. O clima era de revolta entre os pacientes e aconteceram diversos tumultos ao longo do dia e da noite. O local estava cheio e na ala infantil muitos pais estavam em pé com seus filhos no colo.
 
“Eu só fui atendida com meu bebê, porque invadi a área dos médicos. Eles disseram que não tinham culpa, que os funcionários que estavam de greve. Mas eles tinham que ver o caos que está aqui”, disse a dona de casa Lígia Merlino, 31. Ela havia chegado às 8h30 e até as 12 horas não tinha sido atendida.
 
Na noite de ontem, o PS continuava lotado. Muitas pessoas esperavam atendimento há mais de 10 horas. Os ânimos se exaltaram. A Polícia Militar foi chamada e quatro viaturas, por volta das 20 horas, foram até o local. Apesar do caos instaurado no local, não houve registro de quebra-quebra ou agressões.
 
Ainda em relação a unidades de saúde, algumas UBSs funcionaram de modo parcial, como a localizada no bairro Leporace. De acordo com a técnica de enfermagem Rita Marcheto, que trabalha na unidade, dos 45 funcionários, apenas oito estavam atendendo. “Tenho problema de colesterol, pediram para eu voltar mais tarde para ver se vai remarcar minha consulta. Estou esperando faz tempo por esse médico, é complicado”, reclamou a aposentada Tereza Cardoso, 87.
 
Escolas
Nas escolas municipais, a adesão foi cerca de 50%, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos. Nos bairros Jardim Luiza e no Vera Cruz, duas instituições funcionavam parcialmente. Na “Florestan Fernandes”, nove professores compareceram, enquanto quatro aderiram à greve, na tarde de ontem. “Agora todo dia vai ficar essa insegurança, é complicado, porque as crianças estão ficando sem aula”, disse Cirlene Soares da Silva, 37, que teve de levar seu filho de volta para casa pela falta de professor.
 
Balanço
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Fernando Nascimento, no PS “Álvaro Azzuz”, 30% dos funcionários estão trabalhando. Essa é quantidade mínima prevista por lei para serviços essenciais. “A UBS da Vila São Sebastião, Progresso e Horto fecharam. A Secretaria de Obras aderiu 50% e a parte de assistência social da Prefeitura, 30%”, disse. 
 
Foi solicitado à Prefeitura um balanço sobre os setores que aderiram à greve, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários