Servidores cruzam os braços e protestam diante da Prefeitura


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Boneco com a inscrição nas costas ‘Eu sou o vergonha’, um trocadilho com o nome do vereador Luiz Vergara (PSB), líder do prefeito na Câmara, foi o mascote do ato
Boneco com a inscrição nas costas ‘Eu sou o vergonha’, um trocadilho com o nome do vereador Luiz Vergara (PSB), líder do prefeito na Câmara, foi o mascote do ato
Protestos em frente à Prefeitura, unidades de saúde com as portas fechadas ou funcionando parcialmente, escolas sem professores, alunos voltando para casa, caos no pronto-socorro. O primeiro dia de greve dos servidores públicos do município foi maior do que o esperado pelo governo e afetou setores diversos da administração. O Sindicato disse que os serviços essenciais foram garantidos (leia texto na página ao lado). Como as negociações com a categoria não foram retomadas, a paralisação terá sequência hoje. 
 
Os grevistas passaram o dia diante da Prefeitura para protestar contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que encaminhou proposta de reajuste para a Câmara, em regime de urgência, sem que as negociações com os servidores tivessem sido encerradas. Segundo o Sindicato, em torno de 500 pessoas participaram do ato. 
 
Os manifestantes estavam com faixas, cartazes, apitos, instrumentos de som, nariz de palhaço e com um boneco com a inscrição nas costas “Eu sou o vergonha”, um trocadilho com o nome do vereador Luiz Vergara (PSB), líder do prefeito na Câmara. A “banda dos servidores” tocou marchas de Carnaval com letras adaptadas ironizando Alexandre e Vergara. Foram distribuídas para os grevistas cópias das músicas Prefeito Teimoso, Prefeito eu quero, Doutor, você é tirano e O Vergara é ruim demais.
 
A concentração embalada com as músicas de Carnaval se deu na rua Frederico Moura, a poucos metros do gabinete em que o prefeito despacha. Se quisesse, Alexandre poderia ver a manifestação da janela de sua sala. Por volta das 11 horas, os servidores caminharam pelas ruas que cercam a Prefeitura.
 
Os portões que dão acesso à Prefeitura foram fechados e guardas civis ficaram de prontidão. “O direito de greve foi cerceado. Os servidores foram impedidos de usarem o banheiro público e até mesmo de beberem água. O livre acesso ao Paço Municipal tem que ser garantido. Por isso, vamos ingressar com uma medida cautelar na Justiça do Trabalho”, afirmou Denílson Carvalho, advogado do Sindicato.
 
Os grevistas distribuíram para pedestres e motoristas um comunicado com o título Carta aberta à população de Franca, em que explicaram os motivos da paralisação. “A deflagração da greve se motivou devido ao desrespeito provocado pelo prefeito Alexandre Ferreira com os servidores, encaminhando projeto para a Câmara, atropelando a negociação que estava aberta com o sindicato”, diz parte do texto.
 
O presidente do Sindicado, Fernando Nascimento, avaliou como positivo o primeiro dia de greve. “Houve paralisações em quase todos os setores da Prefeitura, principalmente, na Educação e Saúde. Estamos garantindo os serviços essenciais e os 30% de atendimento previstos por lei.”
 
Os servidores vão continuar de braços cruzados. Para hoje, estão previstos novos protestos diante do gabinete do prefeito e também na Câmara. Questionada pelo Comércio sobre os reflexos da greve, a assessoria de imprensa da Prefeitura se recusou a divulgar um balanço da adesão e dos serviços prejudicados. Por meio de nota, o prefeito diz que “respeita o movimento sindical”, mas que chegou ao limite financeiro possível e prudencial. “A Prefeitura também esclarece que sempre esteve aberta às conversações”, diz o texto.
 
 

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