Justiça alemã diz que copiloto recebeu tratamento por tendências suicidas


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Foto de divulgação de Andreas Lubitz, copiloto do voo 4U9525 da Germanwings, na Alemanha, em 2009
Foto de divulgação de Andreas Lubitz, copiloto do voo 4U9525 da Germanwings, na Alemanha, em 2009

Da Agência Lusa

 

O copiloto do Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, suspeito de ter feito o avião despencar nas montanhas na França, recebeu tratamentos por tendências suicidas no passado, mas não recentemente, informou hoje (30) a Justiça alemã.

"O copiloto esteve em tratamento psicoterapêutico por tendências suicidas há vários anos, antes de ter obtido a licença de piloto", indicou o procurador de Düsseldorf, Ralf Herrenruck.

Depois disso e "até recentemente", passou por "outras consultas médicas que resultaram em afastamento por doença, mas sem terem sido atestadas tendências suicidas ou de agressividade para terceiros", acrescentou o procurador em uma breve declaração escrita, sem dizer o motivo dessas consultas e licenças médicas.

O Ministério Público de Düsseldorf sublinhou não ter sido encontrada qualquer carta anunciando o plano de fazer despencar um avião ou reivindicando o acidente, ocorrido em 24 de março.

Nada "no ambiente familiar, pessoal ou no local de trabalho" permitiu, até aqui, reunir informações sobre eventuais motivações, acrescentou.

Andreas Lubitz é suspeito de ter deliberadamente causado a queda do avião da transportadora alemã de baixo custo Germanwings, matando 150 pessoas.

Na sexta-feira (27), o Ministério Público de Düsseldorf, onde Lubitz vivia, anunciou que o copiloto devia estar de licença médica no dia do acidente. Os investigadores encontraram atestados de incapacidade para o trabalho rasgados.

O jornal alemão Bild am Sonntag afirmou que os investigadores encontraram, no apartamento de Lubitz receitas de medicamentos, habitualmente prescritos a doentes maníaco-depressivos e grandes quantidades de soporíferos (remédios para dormir, como calmantes). 

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