Jovens em plena idade produtiva, entre 18 e 35 anos. Esse é o perfil da vítima de acidentes de moto em Franca, segundo a coordenação do Samu e a Secretaria Municipal de Saúde.
Por email, responsáveis pelo serviço de atendimento de emergência disseram que mantêm uma estatística atualizada desse tipo de ocorrência no município, mas não informou números.
Neste tipo de acidente, em que a velocidade tem papel fundamental no resultado, estudos de risco mostram que a cinética, a energia relacionada ao movimento do corpo, está diretamente ligada à gravidade dos ferimentos e à extensão das sequelas.
De acordo com o Samu, os politraumatismos, ou traumas múltiplos, são a consequência mais frequente. A maioria dos acidentados, explica o órgão, apresentam traumas leves, luxações e fraturas devido à perda do controle do veículo e quedas. “Mas quando em alta velocidade, o politraumatismo craniano é o mais frequente e muitas vezes fatal”, alerta.
A ideia de que o simples fato de estar usando um capacete pode livrar o condutor de problemas está longe de ser verdade. O dispositivo, acrescenta o Samu, tem a capacidade de absorver uma quantidade do impacto, medido por força G (unidade física que mede a aceleração e desaceleração de um corpo) e é justamente quando o impacto é muito agressivo que as chances de ferimentos sérios são maiores.
Como parte da preparação que as equipes do serviço recebem, a cena de cada acidente é analisada até mesmo para que as decisões mais adequadas sejam tomadas.
Da mesma forma que foi citada pelo comandante do Corpo de Bombeiros, a responsabilidade ao dirigir, o que inclui uma direção defensiva, é uma das saídas para se evitar tantos acidentes, mortos e feridos. “Precisamos ter consciência no trânsito e acabarmos de vez com aquele pensamento ‘acho que vai dar’”, finalizou a nota.
Mobilidade
A elaboração do Plano Municipal de Mobilidade, que a Prefeitura de Franca pretende entregar até abril ao Ministério das Cidades, contém pontos que poderiam ajudar a ordenar melhor o trânsito local em todos os níveis. Mas seria muito otimismo exagerado imaginar que ele possa resolver o problema. Atenuar a violência no trânsito depende, antes de tudo, da educação de cada motorista.
De toda forma, o plano tem boa intenção. Estabelecido sobre 10 diretrizes, o plano, segundo a engenheira civil Aline Manon prevê, entre outros pontos, a diminuição da necessidade das viagens motorizadas, repensar a circulação de veículos e desenvolver meios não motorizados de transporte, com prioridade para o coletivo.
O plano deverá ser concluído e entregue ao Ministério das Cidades até o próximo dia 14. Após a análise e aprovação pelo Ministério, o município ficará apto a pleitear recursos ao Governo Federal.
O estudo é obrigatório para todas as cidades com mais de 20 mil moradores, mas sua viabilidade está condicionada ao caixa do ministério.
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