São incontáveis os casos em que pessoas idosas, valendo-se apenas da minguada aposentadoria, ainda costumam ser tapeadas ou levadas na conversa dentro da própria casa, por filhos, netos e outros familiares, sendo obrigadas a fazer empréstimos consignados, ou seja, com desconto do que recebem, para que comprem carros, motos ou para saldar compromissos. E assim, o aposentado fica sem nada a receber ou coloca a mão em muito pouco dinheiro que lhe sobra. Há casos também de espertalhões, tipo vizinho ou conhecido que se oferece para “cuidar de seus interesses”, através de procurações, com amplos poderes, e daí, pode-se imaginar os resultados. Sem contar que certas agências bancárias induzem esses aposentados a assinarem papéis abrindo conta corrente, sendo assim obrigados a pagar taxas desnecessárias para quem apenas precisa retirar o valor da aposentadoria. Se alguém, nessas condições, entender que está sendo lesado deve procurar, conforme o caso, o Procon ou a Curadoria do Idoso, junto ao promotor da área no Fórum. Cuidado também com certas associações, que se dizem de defesa do aposentado, que prometem revisões, que dificilmente são conseguidas, principalmente se o aposentado recebe apenas um salário mínimo. O perigo é a quantia adiantada que costumam estipular a título de honorários de seus advogados. O que mais revolta é que as tais associações, que mandam cartinhas de outras cidades, conseguem, sabe-se lá de que forma, todos os dados pessoais do aposentado. A alta direção do INSS tem conhecimento disso? É um assunto para o Ministério Público averiguar.
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