Se estivesse viva, Elis...


| Tempo de leitura: 2 min
A cantora Elis Regina, alcunhada “Pimentinha”, pelo seu gênio explosivo e vibrantes criações e interpretações, completaria no último dia 17, 70 anos de existência física. De existência física, porque é preciso que se lhe considere a sobrevivência ao túmulo, para admitir que o gênio da música continua, neutralizando o sentido da expressão midiática, sempre que a ela se refere como se a houvesse perdido para sempre: “se estivesse viva”, conquanto saibamos referirem-se à vida do corpo.
 
Para nós, imortalistas, Elis está vivinha da silva, continuando sua jornada evolutiva em outra dimensão. O que morreu foi o corpo físico do qual ela se valeu para atuar, de maneira brilhante, na arte musical do lado material de uma sociedade planetária que se compõe de homens e espíritos. 
 
A esclarecedora e consoladora série de autoria do espírito André Luiz, pela psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, nos faculta uma visão panorâmica e convincente da realidade do mundo espiritual, suas atividades, seu dinamismo, sua vida estuante. 
 
Imperioso nos lembremos que, nas artes dos homens, há muito de arte espiritual. Músicas e pinturas fazem o enlevo de muitos olhos e ouvidos exigentes, graças ao fenômeno da mediunidade que faz presentes talentos que procedem de um mundo diáfano que, todavia, guarda estreita semelhança com o em que nos encontramos. 
 
É da Doutrina Espírita o conceito que o mundo material onde, por ora, estagiamos é uma cópia do mundo espiritual, ao qual pertencemos por origem. E, lá, tanto quanto cá, impera a lei do merecimento, enunciada por Jesus: “A cada um segundo as suas obras”. 
 
Porquanto, lá, quanto cá, nada de contemplação improdutiva. Eis porque nos assiste a certeza de que Elis vivencia sua genialidade, a que fez jus desde mesmo antes de seu intenso brilho da última permanência entre nós.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários