Conselho de Ética: Vergara admite que Hélio não o chamou de ‘ladrão’


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Vereador Luiz Vergara (PSB) gesticula durante entrevista ontem: ele voltou a acusar sua vítima
Vereador Luiz Vergara (PSB) gesticula durante entrevista ontem: ele voltou a acusar sua vítima
Um dia após o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto prestar seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, no caso da agressão que sofreu do vereador Luiz Vergara (PSB), ontem foi a vez do parlamentar se manifestar por meio de um convite à imprensa.
 
Vergara chamou os veículos de comunicação até seu gabinete e atendeu individualmente cada um deles para dar sua versão e responder as indagações dos jornalistas. Na entrevista ao Comércio, que durou dez minutos e foi acompanhada por assessores, o vereador voltou a atacar verbalmente à vitima e admitiu que não foi chamado de “ladrão” por Vissotto, diferente do que havia declarado anteriormente após o episódio. “Perguntar ‘quanto’ no momento que você está negociando para ser o líder do prefeito...Quanto significa ser corrupto. Isso eu não sou, está muito claro e ele disse o seguinte: interprete como vocês quiserem”, respondeu Vergara ao ser indagado sobre a negativa de Hélio de tê-lo chamado de ladrão. Na quinta-feira, 26, Vissotto disse, na Câmara, que não chamou o vereador de corrupto ou ladrão e apenas perguntou “quanto” para Vergara. A fala de Vergara, ontem, deixa claro que, realmente, Hélio estava dizendo a verdade quando o criticou, durante sessão da Câmara no último dia 3, por ele ter aceitado se tornar líder do prefeito. 
 
Vergara também criticou a atitude da vítima que, durante seu depoimento, na Câmara, apresentou um canivete que trazia consigo. Para ele, a arma deveria ter sido apreendida pelo presidente da comissão para futuros esclarecimentos. “Se fosse o vereador Vergara, estaria fuzilado e diriam ‘esse é assassino’. Mas o Hélio não, está sendo tratado como um cidadão de bem”. Hélio apresentou o objeto quando falava de sua profissão de cuteleiro (pessoa que fabrica facas).
 
Quanto ao seu futuro político, Vergara disse que aguarda a decisão do diretório do PSB na cidade após apresentar sua defesa à Comissão de Ética do partido. A decisão deve ser anunciada na próxima terça-feira. Sobre a possibilidade de ser expulso da legenda, Vergara disse: “Cabe agora ao partido analisar dentro do seu estatuto, se tiver previsto tudo bem, mas precisa ter fundamento e gostaria muito de acompanhar. Não estou aqui fazendo um julgamento, mas creio que não deve ser aplicado o que não está em seu regimento”. Ele também descartou uma mudança de partido.
 
Em relação a uma próxima candidatura ao cargo de vereador e o risco de ser derrotado nas urnas, em virtude da má repercussão de sua atitude, Vergara disse que considera o processo distante. “Está muito distante, prefiro me pautar no compromisso que tenho de trabalhar por Franca e pela população até o dia 31 de dezembro de 2016”.

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