Chuvarada entope canaletas e chorume vaza em antigo aterro


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Chorume escorre pela terra até atingir a lagoa no antigo aterro sanitário do City Petrópolis: problema está sendo controlado
Chorume escorre pela terra até atingir a lagoa no antigo aterro sanitário do City Petrópolis: problema está sendo controlado
As chuvas constantes ocorridas até o início desta semana em Franca desencadeou um vazamento de chorume no antigo aterro municipal no City Petrópolis. O problema foi identificado por técnicos da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) durante inspeção de rotina e denunciado na última quarta-feira, 25, durante o programa Ronda 1030 na rádio Difusora AM.
 
Derivado da decomposição do lixo, o chorume se espalhou pela área onde funcionava o aterro de resíduos industriais após as chuvas provocarem o entupimento das canaletas que conduzem o líquido até as lagoas de contenção. Segundo a gerente da Cetesb Franca, Vera Silvia Parillari, o chorume é material tóxico e o seu descarte deve ser feito por meio de uma canalização no interior da terra. “Acontece que o cano de entrada na lagoa entupiu com a chuva e acabou provocando o transbordo do chorume”, disse Vera.
 
De acordo com o denunciante, que preferiu não se identificar, o líquido estava a céu aberto e exalava um cheiro “insuportável”. O Comércio esteve na quarta-feira no local e constatou o vazamento do chorume, além do cheiro forte e de uma grande quantidade de mosquitos. Também foram vistos caminhões descarregando terra na área.
 
“Ao descobrirmos o problema, nos reunimos com a Prefeitura e os reparos necessários estão sendo realizados. O ideal é que o chorume corra de maneira não visível”, esclareceu Vera. Ela lembrou ainda que o líquido retido nas lagoas é captado periodicamente por caminhões da Prefeitura de Franca e transportado até a estação de tratamento de esgoto.
 
Em relação ao cheiro fétido, a gerente da Cetesb explicou que ele é característico do chorume e sua intensidade varia conforme as condições do clima. Sobre a terra descartada no local, Vera justificou como parte dos trabalhos de encerramento do antigo aterro. “Existe um cronograma para que ele seja finalizado, fechado e coberto pela Prefeitura, assim como no Aterro das Maritacas. A terra pode ser também para conter uma erosão na área.”
 
Por celular, o secretário de Obras e Meio Ambiente do município, Ismar Tavares, confirmou a ocorrência do problema e a realização dos serviços de manutenção, porém, disse que estava em uma reunião e daria mais detalhes por e-mail. As perguntas foram enviadas na tarde de ontem, 26, para o endereço eletrônico de sua secretária, mas até o fechamento desta edição, não houve retorno.
 

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