Um dia depois de a Câmara Municipal aprovar o projeto enviado em regime de urgência pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) sobre o reajuste dos servidores, o presidente do Sindicato da categoria, Luís Fernando Nascimento, desabafou. Acusou os vereadores de omissão e disse que o prefeito “deu um tapa na cara dos servidores”.
As declarações foram feitas ontem durante uma entrevista ao programa Hora da Verdade, da rádio Difusora. Para o sindicalista, o prefeito não tem condições de negociar. “É lamentável e triste. Esse prefeito não tem ética. O prefeito não é coerente não tem bom senso. Não tem capacidade de negociação.”
Fernando ainda acusou a administração Alexandre Ferreira de tentar enganar os servidores. “Eles estão soltando comunicados e inverdades a respeito da atuação do Sindicato nas negociações. Os servidores precisam ficar alerta e não assinar nenhum documento”, orientou.
O projeto enviado em regime de urgência e aprovado na última sessão da Câmara prevê um reajuste de 7,68%, relativo à inflação do período, e o aumento do cartão-alimentação de R$ 240 para R$ 260. o segundo item não foi acertado com o sindicato da categoria, que só tomou conhecimento do projeto na manhã de terça-feira, dia da votação.
O projeto foi aprovado por 10 votos favoráveis. Marco Garcia (PPS) não votou por ser presidente do Legislativo. Nirley de Souza (DEM) faltou à sessão por problemas de saúde. Márcio do Flórida (PT), Valéria Marson (PSDB) e Daniel Radaeli (PMDB) foram contra.
Para o presidente do sindicato, o posicionamento do Legislativo francano foi inaceitável. “Foi feio, foi ridículo. Os vereadores deveriam fiscalizar o que o prefeito faz. Mas, em vez disso, preferem apoiar. Lamentável!”
Segundo ele, a reação da categoria não poderia ser pior. “Os servidores estão descontentes e revoltados com este tipo de manobra. A maioria já decidiu que quer a greve”, afirmou.
Os servidores decretaram estado de greve na semana passada. Desde a tarde desta quarta-feira, já poderiam iniciar as paralisações, mas o presidente do Sindicato decidiu esperar. “Marcamos uma assembleia para a manhã deste sábado, em que os servidores vão votar se são a favor da lei aprovada na Câmara. Se a maioria for contra, a greve começa na segunda.”
A assembleia está marcada para as 10 horas, no Teatro “Judas Iscariotes”.
Os servidores pediam 15% de aumento (inflação mais aumento real), abono escolar de R$ 276 e cartão-alimentação de R$ 550, mas recuaram em todos os pedidos.
Nas negociações, a categoria aceitou abaixar o valor do cartão para R$ 400, mas a Prefeitura não aceitou, travando o acordo.
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